Dinâmicas, teatro cristão, festas, meditações, poesias, jograis, e outras ideias…



OS TRÊS PORQUINHOS   (ADAPTADO PARA COMÉDIA INFANTIL)

 

PERSONAGENS:  – Narrador

        – Três Porquinhos – roupas bem coloridas, usando máscaras de porquinho.

        – Lobo – roupa preta ou marrom, usando máscara de lobo.

         ____________________________________________________________________________

 

NARRADOR – Era uma vez… Três porquinhos!  Numa distante e misteriosa floresta moravam três porquinhos… Até que um dia… Não moravam mais, estavam sem casa!… Mas o que aconteceu?

 

(Música triste, começa alta e vai abaixando).

 

PEDRITO –   Não acredito que isto está acontecendo! Fomos despejados! Fomos colocados na rua e não temos onde morar! Que vergonha!  PALITO, afinal, o que você fez com o dinheiro que eu te dava todos os meses pra pagar o aluguel?

 

PALITO – Sabe o que é PEDRITO… é… Eu estava sempre cansado e mandava o PALHAÇO pagar o aluguel pra mim…

 

PEDRITO – Você pediu pro PALHAÇO, este preguiçoso? PALHAÇO, e o que você fez com o dinheiro do aluguel?

 

PALHAÇO – Sabe o que é … é… é… Mim punhava a grana no bolso e quando mim passava em frente a padaria e via aqueles doces, aquelas tortas deliciosas piscando pra mim e me chamando… ah, eu num güentava me segurar!…

 

PEDRITO – Não é “mim punhava”, é “eu punha a grana no bolso”!

 

PALHAÇO – PEDRITO! Ocê também? Ahá… Bem que eu “disconfiava”…

 

PEDRITO – Não é nada disso, eu estou só te corrigindo, você fala tudo errado!… Ah, deixa pra lá…

 

PALITO  e  PALHAÇO – (começam a chorar) Buááá… E agora? Que vamos fazer? Nós vamos virar meninos de rua!

 

PEDRITO – Vocês querem dizer porquinhos de rua, né?  Parem! Parem de chorar, eu tenho solução!

 

PALITO – Solução? Hiic! Quando eu tenho solução, hiiic! …eu bebo um copão de água que pára…

 

PEDRITO – Não estou com soluço grande, eu disse que tenho uma maneira de resolver este problema, entendeu? Dãããã!…

 

PALITO – Captei seu pensamento! Nós vamos entrar pro Movimento dos Sem Terra!

 

PALITO  e  PALHAÇO – Queremos terra! Queremos terra! (Marcham em volta de PEDRITO de punho erguido).

 

PEDRITO – Parem! Não é nada disso… Aqui está a solução! (mostra um papel enrolado).

 

PALHAÇO – Que isto, é um talão de cheque? Oba! Vamos pra padaria!

 

PEDRITO – Você só pensa em comer?

 

PALHAÇO – Não! Em beber “tamém”!

 

PALITO – Já sei, é um “telescópico” pra ver a lua! (Olha dentro do rolo) Mas pra quê? Eu não vou morar na lua!

 

PEDRITO – Parem de falar besteira e me escutem! Quando nossos pais morreram… Ai… não posso lembrar deles que me dá vontade de chorar…

 

PALHAÇO – Ô Palito, me responde uma coisa: Por que a gente nunca foi no “cimitero” visitar o “túmbalo” dos nossos pais?

 

PALITO – Ô “seu” bobo, eles não foram pro cemitério não, eles foram levados pro açougue… se liga, irmão!

 

PALHAÇO – Bué… bué… Coitadinho do papai, virou bacon…

 

PALITO – E a mamãe, virou pururuca!… Buááá… (Se abraçam chorando).

 

PEDRITO  – Vocês querem me escutar, por favor? Como eu estava dizendo, nossos pais deixaram uma terra para nós, mas temos que encontrá-la e isto aqui é o mapa.

 

PALITO – Oba! Vamos brincar de caça ao tesouro!

 

PEDRITO – Não é brincadeira não, é sério! Nós precisamos achar o lugar. Vamos!

                       

(Música alegre – começa alta e vai abaixando –  Dão uma volta em torno do palco, gesticulando sempre, olham o mapa, apontam para um lado, pro outro…).

 

PALHAÇO – Ai, que “pigriça”… Ainda tem que andá muito?

 

PEDRITO – É aqui! Nossa terra é aqui!

 

PALHAÇO e PALITO – Êêê… (Brincam de roda, festejando).

 

PEDRITO – Agora só precisamos construir nossa casa!

 

PALHAÇO e PALITO  – O quê? Construir? Fala séééério!!!

 

PEDRITO – Até você está com preguiça, PALITO? Você pegou a preguicite do PALHAÇO?

 

PALHAÇO – (Sacudindo o Palito) Pegou o quê? “Pigricite”? É de “cumê”? É minha, me dá, me dá!…

 

PALITO – Paaara! Então vamos construir rápido nossa casa que eu quero descansar…

 

PALHAÇO – Eu já tô cansado só de pensar…

 

PALITO – Vamos construir aqui mesmo. A casa vai ser de pau, que é mais fácil…

 

PALHAÇO – Fácil? Fala sério! Eu vou construir é de palha, que é muito mais leve!

 

PEDRITO – Vocês são muito preguiçosos! A casa tem que ser forte pra agüentar qualquer coisa, tem que ser de pedra!  (PALHAÇO  e PALITO  discordam e os três discutem).

 

PEDRITO – Chega! Vamos parar de brigar! Cada uma constrói a sua e pronto!

 

PALITO – Ótima idéia! Eu vou construir minha casa de pau aqui mesmo.

 

PALHAÇO – Ah, não, esta terra tá dura… Vou construir minha casa de palha é aqui… Nesta areia fofinha! Eu sou muito mais “isperto”!

 

PEDRITO – Vocês estão é ficando doidos! Vou procurar um lugar bem firme, o alicerce de uma casa é muito importante… Achei! Que beleeeeza! ( Os outros dois se aproximam curiosos) Este chão é de pedra! Vou fazer minha casa na rocha, com um alicerce bem firme!

 

PALHAÇO – Ali… ali… o quê?

 

PEDRITO – Alicerce! É o fundamento, aquilo que segura a casa no chão!

 

PALITO – Você ouviu, PALHAÇO? Ele tá achando que vai passar furacão por aqui! Que palhaço! Há! Há!

 

PALHAÇO – (Empurrando o Pedrito) Ocê é um palhaço mesmo!… “Péra aí”, PALHAÇO sou eu!

 

PALHAÇO e PALITO  – Há há há! Alicerce… Que bobagem! (Saem rindo e criticando).

 

(Enquanto o narrador fala, os três constroem juntos, através de mímicas.

PALHAÇO – coloca palhas e amarra, termina rápido e descansa.

PALITO – finca alguns paus, põe palha no telhado e descansa . Ambos apontam e riem zombando do irmão.

PEDRITO – Cava o alicerce, enche-o de massa, põe os tijolos e o telhado. Acaba por último, bastante cansado).

 

NARRADOR – E assim cada um constrói sua casa. Palhaço, que é o mais preguiçoso, faz a casa de palha, é o primeiro a acabar. Palito faz sua casa de pau e também acaba rápido. Pedrito, que não é preguiçoso e é muito sábio, faz sua casa bem forte. Primeiro prepara o alicerce… Enche-o de cimento… Põe os tijolos… Põe o telhado…

 

PEDRITO – Puxa! Como ficou bonita e forte! Aaaaiii minhas costas… Como estou cansado… (Todos cochilam).

 

(Música de suspense – começa alta e vai abaixando).

 

LOBO – Huuuummm… Sinto cheiro de bacon! Ruá ruá ruá… Hoje terei porquinho no jantar!  Que delícia! Huuum! Esta casa é bem fraquinha, é de palha! E nem tem alicerce! Ruá ruá ruá…

 

PALHAÇO – Xô, lobo bobo! Na minha mansão você não entra! (tremendo de medo).

 

LOBO – Mansão? Ruá ruá ruá… Eu derrubo esta casa com apenas um sopro! (Toma fôlego).

 

PALHAÇO – Duvide-o-dó! Minha mansão é muito forte!

 

LOBO – (Sopra, a casa e o porquinho cai). Ruá ruá ruá…

 

PALHAÇO – PALITO! PALITO! Abre a porta! É o lobo! É o lobo!

 

LOBO – Ruá ruá ruá… Hoje terei dois convidados no jantar!  Que delícia! Ruá ruá ruá…

 

PALITO – Calma, calma! Ele é legal, tá convidando a gente pra jantar com ele!

 

PALHAÇO – Ô mané, nós somos o jantar!

 

LOBO – Huuum! Sinto cheiro de torresmo! Esta casa também é fraquinha, é de pau! Ruá ruá rua!… Também não tem alicerce! Ruá ruá rua!…

 

PALITO – Cai fora, lobo bobo! Na minha casa você não entra! (Se abraçam tremendo de medo).

 

LOBO – Eu derrubo esta casa com dois sopros! Um! SSSSS!  Dois! SSSSSSSSS! (O LOBO sopra, a casa e os porquinhos caem). Ruá ruá rua!…

 

PALHAÇO e PALITO  – Socorro! Abre a porta irmãozinho bonitinho! É o lobo! É o lobo!

 

PEDRITO – Que isso, é um furacão? (fala, abrindo a porta).

 

PALHAÇO e PALITO  – Socorro! É o lobo! É o lobo!

 

LOBO – Huuuummm! Sinto cheiro de pururuca!… E hoje terei três convidados no jantar!  Vocês sabem qual é o meu prato predileto?

 

PALHAÇO – Não, mas o meu prato predileto é de “prástico”, porque não quebra!

 

LOBO – Ele é um porco ou um burro? Eu estou falando é de comiiiiiiida! O meu prato predileto é feijoada! E com bastante pimenta! Huuumm, que delícia! Ruá ruá rua!…

 

PALITO – Ah, não Sô Lobão, não põe pimenta, não, que arde meus olhinhos!…

 

LOBO – Huuummm! Minha feijoada vai ter muitas orelhas…  Huuummm! E muito focinho… Huuummm! E muito rabinho! Huuummm!  (A cada parte citada, PALHAÇO e PALITO dizem “Aaaai…” e tampam as partes).

 

PEDRITO – Deixem de bobagens, o lobo mau não vai pegar a gente! A minha casa é muito forte! Tem alicerce firme na rocha, esqueceram? Tá firme, ó!… (Bate o pé no chão).

 

LOBO-  Esta casa é um pouquinho mais forte, mas eu derrubo isto com três sopros! Ruá ruá rua!…  Um! SSSS!  Dois! SSSSSSS! Três! SSSSSSSSSSSSSSSSSSSS! (O LOBO Toma fôlego a cada sopro, mas nada acontece e começa a chorar).

 

LOBO – Bué! Bué! Bué!  Eu sempre pago mico nesta hora! Quando é que vão mudar o final desta história? Eu é que não vou entrar em chaminé nenhuma, porque vão é queimar meu rabo! Magoei! Sniiif! Sniiif! Ai, que fome!… Auuuuuuuuuuuuuuuuuuu… (Sai chorando e uivando)

 

PALHAÇO, PALITO E PEDRITO – Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau!… (Cantando, brincam de roda e saem em trenzinho).

 

NARRADOR – E assim os três porquinhos moraram juntos na casa de PEDRITO, pois tinha alicerce e estava firme na rocha! E viveram felizes para sempre!

 

(Os personagens voltam para receber os aplausos e se inclinam. O lobo rosna para os porquinhos que saem correndo e o lobo atrás).

 

FAZER APLICAÇÃO COM O TEXTO:  As duas casas – MATEUS 7: 24-27.

 

(Adaptado por: Leila R. Lança Oliveira)

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Comentários em: "OS TRÊS PORQUINHOS (ADAPTADO PARA COMÉDIA INFANTIL)" (2)

  1. Guilherme Rodrigues disse:

    Gostaria de utilizar esta adaptação, para promover uma ação social em uma escola publica, em forma de teatro para as crianças.
    Vou publicar o link para este site como referência.

    Atenciosamente,
    Guilherme

  2. laura mautone disse:

    boa dica pra teatro vou usa-la, todos os alunos gostaram da histora, ja ate encenamos e foi muito divertido

    obrigada
    sra laura

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