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COMÉDIA DA VIDA A DOIS

COMÉDIA DA VIDA A DOIS

 

Este teatro não necessita de muitos atores, são piadas pequenas, três ou quatro casais podem ir se revezando. As mulheres ficam em uma extremidade do palco e os homens na outra, encontrando-se no centro para o diálogo. As mulheres deverão usar roupas e acessórios extravagantes, tipo “perua”, o teatro ficará mais engraçado. Os homens poderão usar acessórios como: boné, chapéu, óculos escuros, óculos de grau sem lentes, bigode postiço, perucas, etc.

 O cenário deve ser o mais simples possível para as trocas serem rápidas. Basta uma cadeira.

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Apresentador: A história de todo casal passa por algumas fases.

Primeiro vem aquela fase, quando acontecem as cantadas:

 

                      A FASE DA PAQUERA

 

(Entra um casal de cada vez, primeiro a moça, que vai ao centro do palco e fica mexendo no celular, ou passando batom, ou distraída como se esperasse o ônibus. É conquistada, saem de braços dados).

 

– Gata, seus olhos são lindos, mas eu prefiro os meus, por que sem os meus não posso ver os seus…

– Gata, você tá sentindo cheiro de tinta?  Porque tá pintando um clima…

– Olá, princesa, meu nome é Arlindo, mas pode me chamar de Lindo, pois quando eu te vi perdi o ar…

 

Mas nem toda cantada é bem sucedida:

 

(Entra um casal de cada vez, primeiro a moça, mas desta vez não cede à cantada e sai, deixando o homem sozinho).

 

- Oi, gata qual é o seu telefone?
– Oi… Tim, claro! E o seu?

- Me dá o seu telefone, vai…
– Não posso! Não consigo ficar sem ele…

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- Eu não tiro os olhos de você!
– Ainda bem, né? Senão eu fico cega!

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- Oi, meu amigo ali gostaria de saber se você ficaria comigo…

- Diz pra ele vir aqui, prefiro dar más notícias pessoalmente…

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- Eu quero o seu amor gata!
– Espera só um pouquinho… amooooor! Tem um moço aqui querendo você!

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– Gata, você tem garfo?

– Não. Por quê?

– Porque estou dando sopa.

– Mas não seria colher?

– É que eu sou difícil!…

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Apresentador: Quando enfim acontece a conquista, começa então…

 
                       A FASE DO NAMORO…

 

- Querido, o que você prefere? Uma mulher bonita ou uma mulher inteligente?

- Nem uma, nem outra. Você sabe que eu só gosto de você!

 

                       O PEDIDO DE CASAMENTO…

 

(Entra o pai de um lado e o casal de mãos dada do outro lado).

- Então você quer casar com minha filha… Mas você tem condição de sustentar uma família?

- Claro, senhor, tenho sim!

- Ótimo! Nós somos nove!…

 

                       DEPOIS DO CASAMENTO…

 

- Meu bem, não sei mais o que eu faço para emagrecer…

- Querida, é fácil, basta mover a cabeça da esquerda para a direita e da direita para a esquerda.

- Só isso, bem? Quantas vezes?

- Todas as vezes que lhe oferecerem comida!…

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- Querida, porque quando Jesus ressuscitou, apareceu primeiro para as mulheres e não para os homens?
– Não sei, amor… Deve ser porque as mulheres são mais consagradas…

- Nada disso, é porque ele queria que a notícia se espalhasse mais depressa!

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                       CASAL NA TERCEIRA IDADE

 

(Entram dois amigos conversando).

 

- Quando completei 25 anos de casado, levei minha mulher ao Japão.
– Não diga? E o que pensa fazer agora quando completam 50?
-Volto lá para buscá-la…

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Apresentador: Um casal de velhinhos, mas beeem velhinhos estão jogando dominó. O marido diz:

- Meu bem, me desculpe… Eu não consigo me lembrar de certos detalhes, minha cabeça não está muito boa… Qual é mesmo o seu nome, querida?

- Não tem problema, meu véio… Meu nome? É… você precisa dessa informação para quando?

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Apresentador: A mulher passa horas aplicando cosméticos caros que garantem que a farão rejuvenescer vários anos. Finalmente, vira-se para o marido e diz:
- Querido, fale honestamente, que idade você me dá
agora?
Bem, a julgar pela sua pele, 20. Seu cabelo, hummm… 18. Seu rosto, 25.
– Ah, obrigada!
– Calma, ainda não somei!…

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                      A FASE DA VIUVEZ…

 

Apresentador: No escritório do advogado, a viúva ouve a leitura do testamento de seu finado marido:
— Sinto muito, mas o seu marido deixou tudo o que tinha para a Casa de Caridade da Viúva Pobre.
— Mas… e eu? — choramingou a mulher.
— Bem… A senhora era justamente tudo o que ele tinha!

 

Apresentador: Estas são as principais fases da vida a dois. Mas vocês perceberam que estas piadinhas sempre detonam a mulher? Logo se vê que saíram de mentes masculinas… Mas calma, meninas, agora é a vez de vocês… Ainda falta uma fase:

 

                       O CASAL NO ALÉM…

 

Apresentador: Após cinquenta anos de casamento, a mulher morre. Não demora muito, o marido também vai para o céu. Lá encontra a mulher e corre até ela:
– Queriiiiidaaaaa! Que bom te reencontrar! Que saudade!
– Não vem, não, assombração! O combinado foi: “ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE”!

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Apresentador: Brincadeiras à parte, vida a dois é sempre uma comédia, e nunca faltará alegria enquanto tiver… AMOR!

 

ARRAIÁ DO BREJO ALEGRE

ARRAIÁ DO BREJO ALEGRE  (COMÉDIA)

 

PERSONAGENS:  – Hervéço (traje caipira, carrega Bíblia gigante)

- Pastor Zé Máximo (traje brega, bigodão, barrigudo)

- Zezin (traje brega de criança, gago, repete a última palavra das frases mais engraçadas)

          – Maria Ceisóra (traje caipira, sombrinha, um grande pão tipo bisnaga debaixo do braço)

 

CENÁRIO:  Igreja da roça (bancos ou cadeiras, púlpito, violão bem velho e um grande coador de café para recolher ofertas, tudo rústico, enfeitado com flores de plástico, toalha de plástico e microfone de sabugo de milho.). 

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 (Hervéço tira poeira dos móveis cantarolando um hino antigo pentecostal).

 

HERVEÇO – Uai, sô! Tem um tempão qui o sol arriô e o povo num chega, sô! E nem o pastô que nóis convidô pra vim pregar hoje num chegô. Uai, cadê esse povo?  (continua trabalhando).

PASTOR – A paz do Senhor, irmão! Aqui que é a Igreja Que Marcha Unida Para o Céu no Arraiá do Brejo Alegre?

HERVEÇO –  Num é, não sinhô.

PASTOR –  Puxa vida! Tem duas horas que estou procurando e não acho a bendita igreja! E que Igreja é esta?

HERVEÇO –  Esta aqui é a Igreja Unida Que Marcha Para o Céu no Arraiá do Brejo Alegre!

PASTOR –  Ah! É esta mesmo! Por que você não falou?

HERVEÇO –  Pruquê o sinhô disse Igreja Que Marcha Unida Para o Céu do Brejo Alegre e aqui é a Igreja Unida Que Marcha Para o Céu do Brejo Alegre!

PASTOR –  Tanto faz irmão, o importante é que está todo mundo marchando para o céu, não é mesmo?

HERVEÇO – Ô grória! Então ocê qui é o tar pastô que vêi visitá nóis? Pastô Zé… Zé…

PASTOR –  José Máximo. E este é meu filho, Zezinho.

ZEZIN – Pa-pa-pa-pa-z do Ssse-ssse-senhor!

PASTOR –  Como é o nome do irmão?

HERVEÇO –  Herveço! Passiô! Seis chegô bem na hora de cumeçá o curto!

PASTOR –  E onde está o pastor?

HERVEÇO –  O pastor Serjo? Foi viajá de novo com a muié. Foi lá pra Tatiaiuçu!

ZEZIN – Ta-ta-ta-ti-ti-ti-aaaaaaiuçu!

PASTOR –  Está bem! Mas o povo daqui sempre chega atrasado?

HERVEÇO –  Iiiiiii… Num vem, não… Num espera, não… Ta armando um toró! Quando chove eis num vem, não!… Se tem nuvem, num vem… entendeu? Nuvem, num vem…

PASTOR – Já entendi, irmão Herveço! Então hoje somos só nós três?

HERVEÇO – Não, nóis quatro: nóis e a irmã Maria Ceisóra…

PASTOR – A irmã Maria vem às seis horas? Mas já são sete!

HERVEÇO – Oia ela aí, ó… Passiô, irmã!

CEISORA – Passiô, irmão! Passiô, pastô! Aqui… eu só vim avisá que hoje eu vô num vim, ceis ora pra mim? Ceis ora pros meus fio, viu?

PASTOR – Nós vamos orar, sim, irmã. Quantos filhos você tem?

CEISORA – – Num tem inda não… Ceis ora pra eu arrumá, viu? Aqui, ceis ora tumbém pro meu marido, viu?

PASTOR – Nós vamos orar, sim, irmã. Como é o nome do seu marido?

CEISORA – Num sei inda não… Ceis ora pra eu arrumá, viu? Ceis ora mermo, que eu já to garrada no jejum e oração, viu? Ô pastô, dispois o sinhô vai lá em casa toma café com nóis, tem inté bulacha, oia o pão aqui, ó!… Passiô!

PASTOR – A paz do Senhor, irmã, nós vamos orar também pra você arranjar um jeito de vir no culto, viu?

     (Irmã Ceisora sai e volta de repente assustando a todos.)

HERVEÇO – Num falei, num falei? É a irmã Ceisora! Ceis ora pra mim, ceis ora pra mim…

CEISORA – Ôôô pastôôô! (gritado e estridente) Ó, Ceis ora mermo, num isqueci, viu? Amém?

ZEZIN – A-a-ane-ne-neeeeeiiiiinnn!…

PASTOR – Está bem, irmã, nós vamos orar pela senhora! Vai em paz! Bom, então já que o povo não vem… Vamos embora, a gente marca a reunião pra outro dia.

HERVEÇO – Ô, sô pastô, eu posso contá uma historinha pro sinhô?

PASTOR – Pode, irmão Herveço.

HERVEÇO – Ô grória!  Sabe o que qui é? Otro dia, lá na minha roça, tava na hora de dá comida pros anima.  Intão eu fui e enchi o coxo, num sabe? Mas eu num sei pruquê vêi só uma vaquinha cumê a ração, num sabe? Mas pruquê vêi só uma, eu num dexei de dá a ração pra ela, não, num sabe?

PASTOR – Ô irmão, já entendi. O irmão tem razão, hoje só veio você, mas não vamos deixar de fazer o culto. Então abra sua Bíblia…

HERVEÇO – Ô sô pastô, eu posso cantar um hino?

PASTOR – Ô que benção! Pode sim, irmão Herveço! O Zezin vai tocar, ele toca que é uma beleza!

     (Zezin pega o violão para afinar, mas desafina as cordas).

HERVEÇO – Ô minino, cê num vai tocá não? Vai ficá aí só fazendo barui?

ZEZIN – Ca-ca-calma, eu tô-to-to-tô aaaaafinando, se-se-senão fi-fi-fica tuuuudo eeerraaado…

     (Zezin toca tudo errado).

HERVEÇO – Ô grória! 

     “Eram cem ovêia juntas num ‘abismo’…”

PASTOR – Ô irmão, não é abismo, é aprisco!

HERVEÇO – Aaah, tá… inda bem, pruquê eu já tava com uma dó das coitada caí no abismo!… Ô grória! 

            “Era cem ovêia juntas num aprisco

Era cem ovêia, que ‘a mãe te’ cuidou

PASTOR – Ô irmão, não é “a mãe te” cuidou, é amante cuidou!

HERVEÇO – Ôôô sô pastô! Ocê qué cantá?

PASTOR – Não irmão, pode cantar à vontade.

HERVEÇO – Brigadu.

            “Era cem ovêia juntas num abismo

Era cem ovêia, que ‘a mãe te’ cuidou

Porém numa tarde, ao contá elas toda,

E fartava uma, e fartava uma,

E triste chorô… As 99… as 98… as 97… as 96… as 95… as 94… as 93…”

PASTOR – Ô, irmão, você vai contar todas?

HERVEÇO – Sabe qui é, pastô… é qui eu esqueci a musga… Ô grória! 

PASTOR – Então outro dia você canta, tem que ensaiar mais, né?

HERVEÇO – Ô minino, cê sabe tocá vaca?

ZEZIN – Sssse-sssei não, sinhô.

HERVEÇO – Cê sabe toca ovêia?

ZEZIN – Sssse-sssei não, sinhô.

HERVEÇO – Cê sabe tocá galinha?

ZEZIN – Ah! Ga-ga-ga-linha? Sssse-sssei não, sinhô.

HERVEÇO – Eu sabia! Ocê num sabe tocá é nada!…

ZEZIN – A-a-ane-ne-neeeeeiiiiinnn!…

PASTOR – Amém, irmãos? Então abra sua Bíblia em Lucas capítulo 15, onde se encontra a história da ovelha perdida. É uma pequena história, mas contém um grande ensinamento…

 

(O pastor começa a pregar com bastante entusiasmo. Ele abaixa o tom de voz e fica gesticulando, enquanto alguém passa com a placa: “DUAS HORAS DEPOIS…”. Herveço e Zezin cochilam.)

 

PASTOR – Então, este é o resumo do Apocalipse, um livro de grande importância para entendermos as coisas futuras. Amém? (O pastor grita amém e todos acordam assustados).

HERVEÇO – Ô, pastô, eu posso contá outra historinha pro sinhô?

PASTOR – O irmão vai dar um testemunho? Que bênção, pode sim!

HERVEÇO – Isso mermo, um tristimunho! Ô grória!  Sabe o que qui é? Otro dia, lá na minha roça, tava na hora de dá comida pros animar. Intão eu fui e enchiiii o coxo, num sabe? Mas eu num sei pruquê vêi só uma vaquinha cumê a ração, num sabe? Mas pruquê vêi só uma, eu num dexei de dá a ração pra ela, não, num sabe?

PASTOR – Sei irmão, você já contou esta história!

HERVEÇO – É, mas eu num contei o finar… É que, vêi só uma vaquinha, mas eu num fiz ela cumê tudo sozinha não, coitada!…

PASTOR – Éé… é… ta bem irmão, você está certo, então vamos encerrar o culto…

HERVEÇO – Ôôô, pastô! Cê num vai tirá dizmo e oferta?

PASTOR – Ah, claro, irmão, isto é muito importante, não podemos esquecer! Bem, então o irmão que trouxe seu dízimo e oferta pode trazer agora…

HERVEÇO – Ô grória!  Hehehehe!

 

     (Herveço pega um coador de café para recolher ofertas e ficam em silêncio, um esperando pelo outro. Zezin faz um fundo musical ou canta uma música pentecostal. Ninguém se move).

 

PASTOR – Uai, irmão, pensei que você queria entregar o dízimo!

HERVEÇO – Uai, sô pastô, pensei que ocê queria entregá uma oferta! Hoje eu vim disprivinido…

     (Irmã Ceisora chega de repente assustando a todos. Traz um ovo embrulhado em num monte de jornais.)

CEISORA – Ôôô pastôôô! (gritado e estridente) Eu si isquici de pagá o dismo, num sabe? Taqui, ó!

PASTOR – Uai, irmã! Mas é um ovo?

ZEZIN – Um o-o-o-oooovo-vo-vooo?

CEISORA – Craro! Ceis da cidade num conheci ovo, não? É da Chiquinha, a minha galinha de instimação, saaaabe? Ela botô deiz ovo, intaum eu troxe o dismo. Num ta certo?

PASTOR – Está certo, irmã, está certo… Quem é o tesoureiro?

HERVEÇO – Sou eu mermo, sô pasto!

PASTOR – Toma aqui o dízimo da irmã. Bem, então vamos embora. Onde eu vou ficar hospedado?

HERVEÇO – Ara, num sei que qui é isso, não… só sei que cêis vai pousá lá em casa!… Minha muié preparou um assado rechiado pra nóis… Ah, sô pasto, tava isquecendo de uma coisa… Aqui na Igreja Que Marcha Unida Para o Céu no Arraiá do Brejo Alegre o pregador num sai sem oferta não! Nois é fiel! Hehehehe!

PASTOR – Que bênção, irmão! Eu estou passando umas lutas financeiras, estou precisando mesmo de provisão e… (Herveço entrega o ovo) Que isso?

HERVEÇO – Ué, sô pastô, é a oferta pro sinhô! Tudo que nóis recebeu hoje é tudiiiiiinho seu! Ô grória, heim? Hehehehe!

PASTOR – Amém, irmão, amém! Estou faminto, vamos jantar! É de porco ou de boi?

HERVEÇO – É de galinha mermo! Aqui na Igreja Que Marcha Unida Para o Céu no Arraiá do Brejo Alegre nunca recebemo ovo de porco nem de boi, não!

PASTOR – Nããão! Eu estou falando do assado recheado!… É de porco ou de boi?

HERVEÇO – Mió, muuuuiiiito mió!

PASTOR – Ô glória!

HERVEÇO – É muito mio, é assado de abobrinha rechiada de jiló! Ô GRÓRIA!!!

PASTOR – É hoje que vou fazer jejum…

HERVEÇO – Ô grória! Hehehehe!

(Vão saindo e falando).

ZEZIN – Ô pa-pa-paiê, eeeeu na-não gooo-gosto de ji-ji-jilò, nã-nãão! A-a-ane-ne-neeeeeiiiiinnn!…

PASTOR – Cala a boca, menino! Jesus disse que “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci”… E nós vamos vencer essa provação também!… (Vira para a platéia) CEIS ORA POR NÓIS! Ô GRÓRIA! (pega na mão do Zezin e sai arrastando-o).

 

 

FIM

 

Dicas: – O ovo deve ser cozido por segurança. Se conseguir um pintinho para usar ao invés do ovo ficará ainda mais engraçado.

- A música “Cem ovelhas” foi gravada pelo cantor Luís de Carvalho.

- Adaptar os nomes dos personagens para o de pessoas locais.

 

(Texto desenvolvido a partir da piada das vaquinhas).

OS TRÊS PORQUINHOS (ADAPTADO PARA COMÉDIA INFANTIL)



OS TRÊS PORQUINHOS   (ADAPTADO PARA COMÉDIA INFANTIL)

 

PERSONAGENS:  – Narrador

        – Três Porquinhos – roupas bem coloridas, usando máscaras de porquinho.

        – Lobo – roupa preta ou marrom, usando máscara de lobo.

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NARRADOR – Era uma vez… Três porquinhos!  Numa distante e misteriosa floresta moravam três porquinhos… Até que um dia… Não moravam mais, estavam sem casa!… Mas o que aconteceu?

 

(Música triste, começa alta e vai abaixando).

 

PEDRITO –   Não acredito que isto está acontecendo! Fomos despejados! Fomos colocados na rua e não temos onde morar! Que vergonha!  PALITO, afinal, o que você fez com o dinheiro que eu te dava todos os meses pra pagar o aluguel?

 

PALITO – Sabe o que é PEDRITO… é… Eu estava sempre cansado e mandava o PALHAÇO pagar o aluguel pra mim…

 

PEDRITO – Você pediu pro PALHAÇO, este preguiçoso? PALHAÇO, e o que você fez com o dinheiro do aluguel?

 

PALHAÇO – Sabe o que é … é… é… Mim punhava a grana no bolso e quando mim passava em frente a padaria e via aqueles doces, aquelas tortas deliciosas piscando pra mim e me chamando… ah, eu num güentava me segurar!…

 

PEDRITO – Não é “mim punhava”, é “eu punha a grana no bolso”!

 

PALHAÇO – PEDRITO! Ocê também? Ahá… Bem que eu “disconfiava”…

 

PEDRITO – Não é nada disso, eu estou só te corrigindo, você fala tudo errado!… Ah, deixa pra lá…

 

PALITO  e  PALHAÇO – (começam a chorar) Buááá… E agora? Que vamos fazer? Nós vamos virar meninos de rua!

 

PEDRITO – Vocês querem dizer porquinhos de rua, né?  Parem! Parem de chorar, eu tenho solução!

 

PALITO – Solução? Hiic! Quando eu tenho solução, hiiic! …eu bebo um copão de água que pára…

 

PEDRITO – Não estou com soluço grande, eu disse que tenho uma maneira de resolver este problema, entendeu? Dãããã!…

 

PALITO – Captei seu pensamento! Nós vamos entrar pro Movimento dos Sem Terra!

 

PALITO  e  PALHAÇO – Queremos terra! Queremos terra! (Marcham em volta de PEDRITO de punho erguido).

 

PEDRITO – Parem! Não é nada disso… Aqui está a solução! (mostra um papel enrolado).

 

PALHAÇO – Que isto, é um talão de cheque? Oba! Vamos pra padaria!

 

PEDRITO – Você só pensa em comer?

 

PALHAÇO – Não! Em beber “tamém”!

 

PALITO – Já sei, é um “telescópico” pra ver a lua! (Olha dentro do rolo) Mas pra quê? Eu não vou morar na lua!

 

PEDRITO – Parem de falar besteira e me escutem! Quando nossos pais morreram… Ai… não posso lembrar deles que me dá vontade de chorar…

 

PALHAÇO – Ô Palito, me responde uma coisa: Por que a gente nunca foi no “cimitero” visitar o “túmbalo” dos nossos pais?

 

PALITO – Ô “seu” bobo, eles não foram pro cemitério não, eles foram levados pro açougue… se liga, irmão!

 

PALHAÇO – Bué… bué… Coitadinho do papai, virou bacon…

 

PALITO – E a mamãe, virou pururuca!… Buááá… (Se abraçam chorando).

 

PEDRITO  – Vocês querem me escutar, por favor? Como eu estava dizendo, nossos pais deixaram uma terra para nós, mas temos que encontrá-la e isto aqui é o mapa.

 

PALITO – Oba! Vamos brincar de caça ao tesouro!

 

PEDRITO – Não é brincadeira não, é sério! Nós precisamos achar o lugar. Vamos!

                       

(Música alegre – começa alta e vai abaixando –  Dão uma volta em torno do palco, gesticulando sempre, olham o mapa, apontam para um lado, pro outro…).

 

PALHAÇO – Ai, que “pigriça”… Ainda tem que andá muito?

 

PEDRITO – É aqui! Nossa terra é aqui!

 

PALHAÇO e PALITO – Êêê… (Brincam de roda, festejando).

 

PEDRITO – Agora só precisamos construir nossa casa!

 

PALHAÇO e PALITO  – O quê? Construir? Fala séééério!!!

 

PEDRITO – Até você está com preguiça, PALITO? Você pegou a preguicite do PALHAÇO?

 

PALHAÇO – (Sacudindo o Palito) Pegou o quê? “Pigricite”? É de “cumê”? É minha, me dá, me dá!…

 

PALITO – Paaara! Então vamos construir rápido nossa casa que eu quero descansar…

 

PALHAÇO – Eu já tô cansado só de pensar…

 

PALITO – Vamos construir aqui mesmo. A casa vai ser de pau, que é mais fácil…

 

PALHAÇO – Fácil? Fala sério! Eu vou construir é de palha, que é muito mais leve!

 

PEDRITO – Vocês são muito preguiçosos! A casa tem que ser forte pra agüentar qualquer coisa, tem que ser de pedra!  (PALHAÇO  e PALITO  discordam e os três discutem).

 

PEDRITO – Chega! Vamos parar de brigar! Cada uma constrói a sua e pronto!

 

PALITO – Ótima idéia! Eu vou construir minha casa de pau aqui mesmo.

 

PALHAÇO – Ah, não, esta terra tá dura… Vou construir minha casa de palha é aqui… Nesta areia fofinha! Eu sou muito mais “isperto”!

 

PEDRITO – Vocês estão é ficando doidos! Vou procurar um lugar bem firme, o alicerce de uma casa é muito importante… Achei! Que beleeeeza! ( Os outros dois se aproximam curiosos) Este chão é de pedra! Vou fazer minha casa na rocha, com um alicerce bem firme!

 

PALHAÇO – Ali… ali… o quê?

 

PEDRITO – Alicerce! É o fundamento, aquilo que segura a casa no chão!

 

PALITO – Você ouviu, PALHAÇO? Ele tá achando que vai passar furacão por aqui! Que palhaço! Há! Há!

 

PALHAÇO – (Empurrando o Pedrito) Ocê é um palhaço mesmo!… “Péra aí”, PALHAÇO sou eu!

 

PALHAÇO e PALITO  – Há há há! Alicerce… Que bobagem! (Saem rindo e criticando).

 

(Enquanto o narrador fala, os três constroem juntos, através de mímicas.

PALHAÇO – coloca palhas e amarra, termina rápido e descansa.

PALITO – finca alguns paus, põe palha no telhado e descansa . Ambos apontam e riem zombando do irmão.

PEDRITO – Cava o alicerce, enche-o de massa, põe os tijolos e o telhado. Acaba por último, bastante cansado).

 

NARRADOR – E assim cada um constrói sua casa. Palhaço, que é o mais preguiçoso, faz a casa de palha, é o primeiro a acabar. Palito faz sua casa de pau e também acaba rápido. Pedrito, que não é preguiçoso e é muito sábio, faz sua casa bem forte. Primeiro prepara o alicerce… Enche-o de cimento… Põe os tijolos… Põe o telhado…

 

PEDRITO – Puxa! Como ficou bonita e forte! Aaaaiii minhas costas… Como estou cansado… (Todos cochilam).

 

(Música de suspense – começa alta e vai abaixando).

 

LOBO – Huuuummm… Sinto cheiro de bacon! Ruá ruá ruá… Hoje terei porquinho no jantar!  Que delícia! Huuum! Esta casa é bem fraquinha, é de palha! E nem tem alicerce! Ruá ruá ruá…

 

PALHAÇO – Xô, lobo bobo! Na minha mansão você não entra! (tremendo de medo).

 

LOBO – Mansão? Ruá ruá ruá… Eu derrubo esta casa com apenas um sopro! (Toma fôlego).

 

PALHAÇO – Duvide-o-dó! Minha mansão é muito forte!

 

LOBO – (Sopra, a casa e o porquinho cai). Ruá ruá ruá…

 

PALHAÇO – PALITO! PALITO! Abre a porta! É o lobo! É o lobo!

 

LOBO – Ruá ruá ruá… Hoje terei dois convidados no jantar!  Que delícia! Ruá ruá ruá…

 

PALITO – Calma, calma! Ele é legal, tá convidando a gente pra jantar com ele!

 

PALHAÇO – Ô mané, nós somos o jantar!

 

LOBO – Huuum! Sinto cheiro de torresmo! Esta casa também é fraquinha, é de pau! Ruá ruá rua!… Também não tem alicerce! Ruá ruá rua!…

 

PALITO – Cai fora, lobo bobo! Na minha casa você não entra! (Se abraçam tremendo de medo).

 

LOBO – Eu derrubo esta casa com dois sopros! Um! SSSSS!  Dois! SSSSSSSSS! (O LOBO sopra, a casa e os porquinhos caem). Ruá ruá rua!…

 

PALHAÇO e PALITO  – Socorro! Abre a porta irmãozinho bonitinho! É o lobo! É o lobo!

 

PEDRITO – Que isso, é um furacão? (fala, abrindo a porta).

 

PALHAÇO e PALITO  – Socorro! É o lobo! É o lobo!

 

LOBO – Huuuummm! Sinto cheiro de pururuca!… E hoje terei três convidados no jantar!  Vocês sabem qual é o meu prato predileto?

 

PALHAÇO – Não, mas o meu prato predileto é de “prástico”, porque não quebra!

 

LOBO – Ele é um porco ou um burro? Eu estou falando é de comiiiiiiida! O meu prato predileto é feijoada! E com bastante pimenta! Huuumm, que delícia! Ruá ruá rua!…

 

PALITO – Ah, não Sô Lobão, não põe pimenta, não, que arde meus olhinhos!…

 

LOBO – Huuummm! Minha feijoada vai ter muitas orelhas…  Huuummm! E muito focinho… Huuummm! E muito rabinho! Huuummm!  (A cada parte citada, PALHAÇO e PALITO dizem “Aaaai…” e tampam as partes).

 

PEDRITO – Deixem de bobagens, o lobo mau não vai pegar a gente! A minha casa é muito forte! Tem alicerce firme na rocha, esqueceram? Tá firme, ó!… (Bate o pé no chão).

 

LOBO-  Esta casa é um pouquinho mais forte, mas eu derrubo isto com três sopros! Ruá ruá rua!…  Um! SSSS!  Dois! SSSSSSS! Três! SSSSSSSSSSSSSSSSSSSS! (O LOBO Toma fôlego a cada sopro, mas nada acontece e começa a chorar).

 

LOBO – Bué! Bué! Bué!  Eu sempre pago mico nesta hora! Quando é que vão mudar o final desta história? Eu é que não vou entrar em chaminé nenhuma, porque vão é queimar meu rabo! Magoei! Sniiif! Sniiif! Ai, que fome!… Auuuuuuuuuuuuuuuuuuu… (Sai chorando e uivando)

 

PALHAÇO, PALITO E PEDRITO – Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau!… (Cantando, brincam de roda e saem em trenzinho).

 

NARRADOR – E assim os três porquinhos moraram juntos na casa de PEDRITO, pois tinha alicerce e estava firme na rocha! E viveram felizes para sempre!

 

(Os personagens voltam para receber os aplausos e se inclinam. O lobo rosna para os porquinhos que saem correndo e o lobo atrás).

 

FAZER APLICAÇÃO COM O TEXTO:  As duas casas – MATEUS 7: 24-27.

 

(Adaptado por: Leila R. Lança Oliveira)

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