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TEM PAI DE TODO JEITO!

TEM PAI DE TODO JEITO!

 

(Para crianças e juniores).

 

NARRADOR: Hoje, no dia dos pais, vamos conhecer alguns tipos de pai.

 Tem pai de todo jeito!

 

TEM PAI EXIGENTE!

(Pai entra. Filho chega com bola e camisa de futebol).

 

- Papai, hoje eu fiz três gols! Detonei!

- O quê? Você só fez três gols no jogo de hoje? Meu filho, você tem que treinar muito pra ir jogar na Itália! Você tem que ficar mais famoso que o Ronaldinho pra garantir minha aposentadoria! (Sai resmungando) Assim não dá… É o meu futuro que está em jogo, não pisa na bola!

 

 

NARRADOR: TEM PAI QUE É CEGO!

(Chega falando ao celular).

 

- O quê?… A minha filha quebrou os óculos da professora? O quê? Xingou e chutou a professora? Não, não, a minha filha é um anjinho! Tchau! É… Não se faz mais professora como antigamente!…

 

 

NARRADOR: TEM PAI PREOCUPADO…

 (Pai chega com papéis, caneta, calculadora, juntamente com a filha).

 

- Ainda falta pagar a água, o aluguel, a padaria, o supermercado, o açougue… Êta povo que come! Ah! Tem que pagar também o telefone, a luz, a escola… Filha, você viu a conta do colégio este mês? Que absurdo!

- Pois é! E olha que eu sou a que menos estuda naquele colégio!

- (Suspira) Ai, ai… Pai sofre!…

 

 

NARRADOR: TEM PAI ATLETA!

 (O filho cochila numa cadeira. O pai chega com andar gingado, traje esporte, óculos escuros e skate.)

 

- Júnior, acorda seu preguiçoso! Ta na hora da ginástica! Pra aquecer, vamos subir a Serra e descer de skate. Depois vamos correr 10 quilômetros, se a gente parar, enferruja! Acorda “véi”! (Sai falando). Depois vamos nadar 1 hora… Tem que malhar! Tem que malhar! Vamos!

- (Suspira) Ai, ai… Filho sofre!…

 

 

NARRADOR: TEM PAI FOLGADO 

 (Chega arrastando os pés e se esparrama na cadeira. A filha entra depois, o abraça e beija).

 

- Ai… ai… Tô tão cansado… Filha! Traz meu chinelo!  Filha, tira meu sapato!  Agora tira as meias! Agora, faz cosquinha no meu pezinho…  Que menina obediente! Seja sempre assim, cada vez que você é malcriada nasce mais um cabelo branco em mim!
– Puxa vida! Como você é malcriado! Olha o cabelo do vovô!

  

NARRADOR: Tem pai de todo jeito! Tem pai sério e pai palhaço. Tem pai calmo e pai nervoso. Tem pai novo e pai idoso. E tem avô que é um pai. Mas uma coisa todos os pais aqui têm em comum: todo pai é um amigo e quer o melhor para o seu filho. Cada um tem sua maneira de expressar amor, mas hoje são os filhos que querem se expressar:

TODOS: PAPAI, VOCÊ É MEU MELHOR AMIGO! PAPAI, EU TE AMO UM TANTÃO ASSIM!  (abrem os braços).

 

(Leila R. Lança Oliveira)

OS TRÊS PORQUINHOS (ADAPTADO PARA COMÉDIA INFANTIL)



OS TRÊS PORQUINHOS   (ADAPTADO PARA COMÉDIA INFANTIL)

 

PERSONAGENS:  – Narrador

        – Três Porquinhos – roupas bem coloridas, usando máscaras de porquinho.

        – Lobo – roupa preta ou marrom, usando máscara de lobo.

         ____________________________________________________________________________

 

NARRADOR – Era uma vez… Três porquinhos!  Numa distante e misteriosa floresta moravam três porquinhos… Até que um dia… Não moravam mais, estavam sem casa!… Mas o que aconteceu?

 

(Música triste, começa alta e vai abaixando).

 

PEDRITO –   Não acredito que isto está acontecendo! Fomos despejados! Fomos colocados na rua e não temos onde morar! Que vergonha!  PALITO, afinal, o que você fez com o dinheiro que eu te dava todos os meses pra pagar o aluguel?

 

PALITO – Sabe o que é PEDRITO… é… Eu estava sempre cansado e mandava o PALHAÇO pagar o aluguel pra mim…

 

PEDRITO – Você pediu pro PALHAÇO, este preguiçoso? PALHAÇO, e o que você fez com o dinheiro do aluguel?

 

PALHAÇO – Sabe o que é … é… é… Mim punhava a grana no bolso e quando mim passava em frente a padaria e via aqueles doces, aquelas tortas deliciosas piscando pra mim e me chamando… ah, eu num güentava me segurar!…

 

PEDRITO – Não é “mim punhava”, é “eu punha a grana no bolso”!

 

PALHAÇO – PEDRITO! Ocê também? Ahá… Bem que eu “disconfiava”…

 

PEDRITO – Não é nada disso, eu estou só te corrigindo, você fala tudo errado!… Ah, deixa pra lá…

 

PALITO  e  PALHAÇO – (começam a chorar) Buááá… E agora? Que vamos fazer? Nós vamos virar meninos de rua!

 

PEDRITO – Vocês querem dizer porquinhos de rua, né?  Parem! Parem de chorar, eu tenho solução!

 

PALITO – Solução? Hiic! Quando eu tenho solução, hiiic! …eu bebo um copão de água que pára…

 

PEDRITO – Não estou com soluço grande, eu disse que tenho uma maneira de resolver este problema, entendeu? Dãããã!…

 

PALITO – Captei seu pensamento! Nós vamos entrar pro Movimento dos Sem Terra!

 

PALITO  e  PALHAÇO – Queremos terra! Queremos terra! (Marcham em volta de PEDRITO de punho erguido).

 

PEDRITO – Parem! Não é nada disso… Aqui está a solução! (mostra um papel enrolado).

 

PALHAÇO – Que isto, é um talão de cheque? Oba! Vamos pra padaria!

 

PEDRITO – Você só pensa em comer?

 

PALHAÇO – Não! Em beber “tamém”!

 

PALITO – Já sei, é um “telescópico” pra ver a lua! (Olha dentro do rolo) Mas pra quê? Eu não vou morar na lua!

 

PEDRITO – Parem de falar besteira e me escutem! Quando nossos pais morreram… Ai… não posso lembrar deles que me dá vontade de chorar…

 

PALHAÇO – Ô Palito, me responde uma coisa: Por que a gente nunca foi no “cimitero” visitar o “túmbalo” dos nossos pais?

 

PALITO – Ô “seu” bobo, eles não foram pro cemitério não, eles foram levados pro açougue… se liga, irmão!

 

PALHAÇO – Bué… bué… Coitadinho do papai, virou bacon…

 

PALITO – E a mamãe, virou pururuca!… Buááá… (Se abraçam chorando).

 

PEDRITO  – Vocês querem me escutar, por favor? Como eu estava dizendo, nossos pais deixaram uma terra para nós, mas temos que encontrá-la e isto aqui é o mapa.

 

PALITO – Oba! Vamos brincar de caça ao tesouro!

 

PEDRITO – Não é brincadeira não, é sério! Nós precisamos achar o lugar. Vamos!

                       

(Música alegre – começa alta e vai abaixando –  Dão uma volta em torno do palco, gesticulando sempre, olham o mapa, apontam para um lado, pro outro…).

 

PALHAÇO – Ai, que “pigriça”… Ainda tem que andá muito?

 

PEDRITO – É aqui! Nossa terra é aqui!

 

PALHAÇO e PALITO – Êêê… (Brincam de roda, festejando).

 

PEDRITO – Agora só precisamos construir nossa casa!

 

PALHAÇO e PALITO  – O quê? Construir? Fala séééério!!!

 

PEDRITO – Até você está com preguiça, PALITO? Você pegou a preguicite do PALHAÇO?

 

PALHAÇO – (Sacudindo o Palito) Pegou o quê? “Pigricite”? É de “cumê”? É minha, me dá, me dá!…

 

PALITO – Paaara! Então vamos construir rápido nossa casa que eu quero descansar…

 

PALHAÇO – Eu já tô cansado só de pensar…

 

PALITO – Vamos construir aqui mesmo. A casa vai ser de pau, que é mais fácil…

 

PALHAÇO – Fácil? Fala sério! Eu vou construir é de palha, que é muito mais leve!

 

PEDRITO – Vocês são muito preguiçosos! A casa tem que ser forte pra agüentar qualquer coisa, tem que ser de pedra!  (PALHAÇO  e PALITO  discordam e os três discutem).

 

PEDRITO – Chega! Vamos parar de brigar! Cada uma constrói a sua e pronto!

 

PALITO – Ótima idéia! Eu vou construir minha casa de pau aqui mesmo.

 

PALHAÇO – Ah, não, esta terra tá dura… Vou construir minha casa de palha é aqui… Nesta areia fofinha! Eu sou muito mais “isperto”!

 

PEDRITO – Vocês estão é ficando doidos! Vou procurar um lugar bem firme, o alicerce de uma casa é muito importante… Achei! Que beleeeeza! ( Os outros dois se aproximam curiosos) Este chão é de pedra! Vou fazer minha casa na rocha, com um alicerce bem firme!

 

PALHAÇO – Ali… ali… o quê?

 

PEDRITO – Alicerce! É o fundamento, aquilo que segura a casa no chão!

 

PALITO – Você ouviu, PALHAÇO? Ele tá achando que vai passar furacão por aqui! Que palhaço! Há! Há!

 

PALHAÇO – (Empurrando o Pedrito) Ocê é um palhaço mesmo!… “Péra aí”, PALHAÇO sou eu!

 

PALHAÇO e PALITO  – Há há há! Alicerce… Que bobagem! (Saem rindo e criticando).

 

(Enquanto o narrador fala, os três constroem juntos, através de mímicas.

PALHAÇO – coloca palhas e amarra, termina rápido e descansa.

PALITO – finca alguns paus, põe palha no telhado e descansa . Ambos apontam e riem zombando do irmão.

PEDRITO – Cava o alicerce, enche-o de massa, põe os tijolos e o telhado. Acaba por último, bastante cansado).

 

NARRADOR – E assim cada um constrói sua casa. Palhaço, que é o mais preguiçoso, faz a casa de palha, é o primeiro a acabar. Palito faz sua casa de pau e também acaba rápido. Pedrito, que não é preguiçoso e é muito sábio, faz sua casa bem forte. Primeiro prepara o alicerce… Enche-o de cimento… Põe os tijolos… Põe o telhado…

 

PEDRITO – Puxa! Como ficou bonita e forte! Aaaaiii minhas costas… Como estou cansado… (Todos cochilam).

 

(Música de suspense – começa alta e vai abaixando).

 

LOBO – Huuuummm… Sinto cheiro de bacon! Ruá ruá ruá… Hoje terei porquinho no jantar!  Que delícia! Huuum! Esta casa é bem fraquinha, é de palha! E nem tem alicerce! Ruá ruá ruá…

 

PALHAÇO – Xô, lobo bobo! Na minha mansão você não entra! (tremendo de medo).

 

LOBO – Mansão? Ruá ruá ruá… Eu derrubo esta casa com apenas um sopro! (Toma fôlego).

 

PALHAÇO – Duvide-o-dó! Minha mansão é muito forte!

 

LOBO – (Sopra, a casa e o porquinho cai). Ruá ruá ruá…

 

PALHAÇO – PALITO! PALITO! Abre a porta! É o lobo! É o lobo!

 

LOBO – Ruá ruá ruá… Hoje terei dois convidados no jantar!  Que delícia! Ruá ruá ruá…

 

PALITO – Calma, calma! Ele é legal, tá convidando a gente pra jantar com ele!

 

PALHAÇO – Ô mané, nós somos o jantar!

 

LOBO – Huuum! Sinto cheiro de torresmo! Esta casa também é fraquinha, é de pau! Ruá ruá rua!… Também não tem alicerce! Ruá ruá rua!…

 

PALITO – Cai fora, lobo bobo! Na minha casa você não entra! (Se abraçam tremendo de medo).

 

LOBO – Eu derrubo esta casa com dois sopros! Um! SSSSS!  Dois! SSSSSSSSS! (O LOBO sopra, a casa e os porquinhos caem). Ruá ruá rua!…

 

PALHAÇO e PALITO  – Socorro! Abre a porta irmãozinho bonitinho! É o lobo! É o lobo!

 

PEDRITO – Que isso, é um furacão? (fala, abrindo a porta).

 

PALHAÇO e PALITO  – Socorro! É o lobo! É o lobo!

 

LOBO – Huuuummm! Sinto cheiro de pururuca!… E hoje terei três convidados no jantar!  Vocês sabem qual é o meu prato predileto?

 

PALHAÇO – Não, mas o meu prato predileto é de “prástico”, porque não quebra!

 

LOBO – Ele é um porco ou um burro? Eu estou falando é de comiiiiiiida! O meu prato predileto é feijoada! E com bastante pimenta! Huuumm, que delícia! Ruá ruá rua!…

 

PALITO – Ah, não Sô Lobão, não põe pimenta, não, que arde meus olhinhos!…

 

LOBO – Huuummm! Minha feijoada vai ter muitas orelhas…  Huuummm! E muito focinho… Huuummm! E muito rabinho! Huuummm!  (A cada parte citada, PALHAÇO e PALITO dizem “Aaaai…” e tampam as partes).

 

PEDRITO – Deixem de bobagens, o lobo mau não vai pegar a gente! A minha casa é muito forte! Tem alicerce firme na rocha, esqueceram? Tá firme, ó!… (Bate o pé no chão).

 

LOBO-  Esta casa é um pouquinho mais forte, mas eu derrubo isto com três sopros! Ruá ruá rua!…  Um! SSSS!  Dois! SSSSSSS! Três! SSSSSSSSSSSSSSSSSSSS! (O LOBO Toma fôlego a cada sopro, mas nada acontece e começa a chorar).

 

LOBO – Bué! Bué! Bué!  Eu sempre pago mico nesta hora! Quando é que vão mudar o final desta história? Eu é que não vou entrar em chaminé nenhuma, porque vão é queimar meu rabo! Magoei! Sniiif! Sniiif! Ai, que fome!… Auuuuuuuuuuuuuuuuuuu… (Sai chorando e uivando)

 

PALHAÇO, PALITO E PEDRITO – Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau!… (Cantando, brincam de roda e saem em trenzinho).

 

NARRADOR – E assim os três porquinhos moraram juntos na casa de PEDRITO, pois tinha alicerce e estava firme na rocha! E viveram felizes para sempre!

 

(Os personagens voltam para receber os aplausos e se inclinam. O lobo rosna para os porquinhos que saem correndo e o lobo atrás).

 

FAZER APLICAÇÃO COM O TEXTO:  As duas casas – MATEUS 7: 24-27.

 

(Adaptado por: Leila R. Lança Oliveira)

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