GRITO DO PLANETA TERRA

GRITO DO PLANETA TERRA  

(Vídeo:  https://youtu.be/6Dv7776YCf4)

Teatro sobre o cuidado com o meio ambiente e cidadania.

PERSONAGENS:

– Planeta Terra (menino dentro de uma grande bola de tecido azul com enchimento, com o mapa do mundo pintado. Pode-se usar também um globo de E.V.A. sustentado por uma armação de arame. Na cabeça uma toca de meia fina para parecer careca).

– Biloca (palhaça, usa peruca e roupas bem coloridas)

– Doutor Sabidão (usa jaleco branco, peruca e máscara de médico pendurada no pescoço, no bolso um bloco para anotações e caneta).

– Amor (menina com vestido branco esvoaçante ou de dama-de-honra. No vestido muitos corações vermelhos).

 

CENÁRIO: Uma cadeira.

MATERIAL: Um frasco borrifador de água atrás da cadeira.

MÚSICA: alegre

(Biloca entra pulando, dançando, brinca com a plateia, conta piadas de advinhas.)

BILOCA – Oooooiiii, genteeee! Como vai? Eu sou a Biloca! Eu estou muito feliz hoje, este dia está maravilhoso!        Que bom estar aqui com vocês!… Gosto de estar no meio de muita gente, de brincar, dançar… Ah! E gosto muito de brincar de adivinhar! Vou fazer algumas perguntas pra vocês, está bem? O que é, o que é… (faz algumas perguntas de adivinhação).

 

MÚSICA : pesada, muito triste.

(Quando a música triste começa, Biloca fica em suspense, pressentindo que algo ruim está para acontecer.)

BILOCA – Puxa vida… Eu estou com um sentimento estranho… De repente há um clima de tristeza aqui… Parece que vai acontecer alguma coisa… O que será?

(O Planeta Terra entra arrastando, gemendo, sofrendo muito e cai ao lado da cadeira.)

BILOCA – O que é isso? O que aconteceu moço?

(Ela ajuda-o a se levantar, ele está fraco, ela o assenta na cadeira.)

BILOCA – Moço… Senta aí, não desmaia não! Você me lembra alguém… Já te vi em algum lugar… Você é o… Você é o…

PLANETA TERRA – Sou a alma do Planeta Terra… Cof! Cof! (fala fraco e se coça muito).

BILOCA – Hã? Você é quem?

PLANETA TERRA – Sou a alma do Planeta Terra… Cof! Cof! (fala alto, sempre tossindo e coçando).

BILOCA – É isto! Sabia que eu te conhecia… (assusta) Hããã? Você é a Alma do planeta Terra?

PLANETA TERRA – Isso! Isso! Isso! (faz como o Chaves e desmaia)

BILOCA – Planeta! Acorda planeta!

PLANETA TERRA – Hã… Onde estou…

BILOCA – O que está acontecendo? Por que está tão fraco?

PLANETA TERRA – Vim procurar socorro… Estou muito mal… Cof! Cof! (se coça muito).

BILOCA – Você está muito doente mesmo!… O que está sentindo?

PLANETA TERRA – Aaaaiii… aaaaiii… Doutor, eu era grande e forte, agora estou pequeno e estou me sentindo fraco… muuuito fraco… cof! cof! E estou sentindo muita falta de ar… (respira com dificuldade) E estou todo empolado, cheio de feridas que coçam… E a minha pele está rachando… E estou ficando carecaaa… E também estou todo dolorido e com medo, muuuito medo… (Chora).

BILOCA – Creeeeedo! Acho que você morreu e se esqueceu de cair! Ô, coitadoooo! O seu caso tá muito, muito, muito complicado… E agora, quem poderá me ajudar?

SOM: sirene de ambulância (também pode ser feito com a boca pelo Doutor Sabidão, que entra correndo dirigindo carro imaginário).

SABIDÃO – Eeeeeuuu! O Dr. Sabidão! O que é que está acontecendo, minha filha? Onde dói? Você está muito amareeeela! Está Você ta mal mesmo… Está um bagaço, heim? (Biloca vai se sentindo mal à medida que ele fala).

BILOCA – Calma, doutor Sabão!

SABIDÃO – Dr. Sabão não! Dr. Sa-bi-dão!

BILOCA – Calma, doutor Sabidão! Não sou eu que estou doente, é ele… Você não está reconhecendo o meu amigo?

SABIDÃO – Eu o conheço de algum lugar…

BILOCA – Ele é muuuito famoso, ele é muuuito importante, ele é… (raspa a garganta e fala bem forte) A alma do Planeta Terra! Tcharaaaam!

SABIDÃO – Planeta Terra! Você está mal mesmo, heim… Está muito acabado… Está um bagaço, heim? Quem fez isso com você?

BILOCA – É melhor nem perguntar, Dr. Sabão! Sabe nada, inocente!

SABIDÃO – Pode falar tuuuudo o que você está sentindo, meu filho… (Pega bloco e caneta).

PLANETA TERRA – Aaaaiii… aaaaiii… Doutor, eu era grande e forte, agora estou pequeno e estou me sentindo fraco… muuuito fraco… cof! cof! E estou sentindo muita falta de ar… (respira com dificuldade) E estou todo empolado, cheio de feridas que coçam… E a minha pele está rachando… E também estou todo dolorido e com medo, muuuito medo… (Chora).

(O Doutor vai anotando e dizendo: “Huuummm”).

BILOCA – E está ficando carequinha, carequinha… Olha aqui, ó, aeroporto de pernilongo! Dzuuuum… (passa a mão na careca do Planeta).

SABIDÃO – Calma, calma! Vamos por partes! Vamos por partes!

BILOCA – (Leva o Doutor para o lado) Você vai esquartejar ele?

SABIDÃO – Não é nada disso! Eu quis dizer: Fala uma coisa de cada vez, meu filho!

PLANETA TERRA – Aaaaiii… aaaaiii… Doutor, Eu era grande e forte, agora estou pequeno e estou me sentindo fraco… muuuito fraco… cof! cof!

SABIDÃO – (Sempre põe a mão no queixo) Hummm… Seeei… Isto é sintoma de uma doença chamada Consumismo… Tem alguém consumindo toda a sua força e energia… Vou mandar investigar quem é…

BILOCA – Eu sei! Eu sei! (levanta o dedo, puxando o jaleco do Doutor).

DOUTOR – O que maaaais?

PLANETA TERRA – E estou sentindo falta de ar… (respira com dificuldade). Parece que meus pulmões estão diminuindo…

SABIDÃO – Hummm… Seeei… Isto é causado pela poluição do ar, tem muitas queimadas, muito fogo…

BILOCA – Fogo! Fogo! Apaga! Apaga! (pega um frasco de spray com água e esborrifa no Planeta, que se assusta, como se afogasse).

DOUTOR – Mas queeeem será que está provocando esta poluição do ar?

BILOCA – Eu sei! Eu sei! (levanta o dedo, puxando o jaleco).

DOUTOR – Vou mandar investigar! O que maaaais?

PLANETA TERRA – E estou todo empolado, cheio de feridas que coçam, coçam… (se coça todo).

DOUTOR – Hummmm… Seeei… (Biloca fala junto, imitando e andando atrás do Doutor: Hummm… Seeei…)  Isto é sintoma de intoxicação… Há muito lixo em você, muita sujeira!

BILOCA – Hummm… Cheiroso… (tampa o nariz e abana). O que? Sujeira? Tem que lavar! (pega um frasco de spray com água e esborrifa no Planeta, que se assusta, como se afogasse).

DOUTOR – E quem é o irresponsável que está te sujando tanto assim?

BILOCA – Agora eu vou falar! Eu sei! Eu sei! (levanta o dedo, puxando o jaleco).

DOUTOR – Vou mandar investigar! O que maaaais?

PLANETA TERRA – E minha pele está rachando, está toda trincada… E estou ficando careeeeca…

DOUTOR – Hummm… Seeei… (Biloca fala junto, imitando: Hummm… Seeei…) Isto é sinal de desidratação causada pelo desmatamento… (passa a mão na careca do Planeta) Precisa de muuuuita água…

BILOCA – Água!

PLANETA TERRA – De novo?

BILOCA – Água! Água! (faz como que vai jogar) Mas agora é pra beber! Abre a boquinhaaaa…

PLANETA TERRA – Ainda bem! Aaaah… Que delíciaaaa… Quero mais! Me dá mais águaaaa…

BILOCA – Agora chega, tem que economizar!

DOUTOR – E queeem está acabando com a sua água?

BILOCA – Eu seeeei… Eu seeeei… (desta vez fala arrastado, cansada, sacudindo o jaleco lentamente).

DOUTOR – Vou mandar investigar! O que maaaais?

PLANETA TERRA – E também estou todo dolorido e com medo, muito medo…

DOUTOR – Hummm… Seeei… (Biloca fala junto, imitando: Hummm… Seeei…) Isto é sintoma de agressão! Tem muita guerra, muita violência neste Planeta!

PLANETA TERRA – Paaaz… Eu quero paaaz! Eu preciso de paz!

DOUTOR – E agora? Qual remédio eu receitarei para o meu pobre paciente? Na farmácia não vende cidadania e nem paz! Não sei o que fazer!

BILOCA – Eu sei, Doutor! Eu te disse que eu sei! Não existe paz sem amor! E onde há amor, há respeito ao próximo e também respeito pela moradia das pessoas, que é o meio ambiente! E quando há respeito pelo direito dos outros as pessoas pensam no bem estar e na saúde da comunidade antes de construir uma fábrica, antes de mexer nas matas ou fazer qualquer outra coisa. O Planeta precisa ser amado! As pessoas precisam amar e serem amadas!

PLANETA TERRA – Amooor… Eu quero amor! Eu preciso de muito amor!

 

MÚSICA: “Todo mundo”, Carrossel 2012.

Entra a menina AMOR e dança por um tempo. Durante a música ela faz o símbolo do coração ajuntando as mãos e põe no peito da Biloca, do Doutor, e depois do Planeta. Todos estavam tristes e se sentem melhor, Biloca e o Doutor ajudam o Planeta a se levantar.

Abaixar um pouco a música enquanto o AMOR fala:

 

AMOR – Assim como não existe paz sem amor, não há amor sem Deus! O apóstolo Paulo disse que

“… se eu não tiver amor, nada serei.

O amor é paciente, o amor é bondoso.

Não inveja, não se gloria, não se orgulha.

Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.

O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca acaba;

Permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor.

O maior deles, porém, é o amor!”

 

Aumentar a música, enquanto todos abraçam o Planeta e cantam de mãos dadas.

 

FIM

Todo Mundo Carrossel (2012)

 

Todo mundo quer um sonho
Muito mais que um desejo
Todo mundo quer um abraço
Todo mundo quer um beijo

Todo mundo quer um amigo
Amizade verdadeira
Todo mundo quer um sorriso
Pra levar a vida inteira

Todo mundo quer o mundo
Embrulhado pra presente
Todo mundo quer o sol, o dia e a luz
Aqui com a gente

Todo mundo quer ter tanto
Tudo que tiver vontade
Todo mundo se esquece que essa tal felicidade
Ta na paz, no amor e na simplicidade
Ta na paz, no amor e na simplicidade

 

Anúncios

COMÉDIA DA VIDA A DOIS

COMÉDIA DA VIDA A DOIS

 

Este teatro não necessita de muitos atores, são piadas pequenas, três ou quatro casais podem ir se revezando. As mulheres ficam em uma extremidade do palco e os homens na outra, encontrando-se no centro para o diálogo. As mulheres deverão usar roupas e acessórios extravagantes, tipo “perua”, o teatro ficará mais engraçado. Os homens poderão usar acessórios como: boné, chapéu, óculos escuros, óculos de grau sem lentes, bigode postiço, perucas, etc.

 O cenário deve ser o mais simples possível para as trocas serem rápidas. Basta uma cadeira.

…………………………………………………………………………..

 

 

Apresentador: A história de todo casal passa por algumas fases.

Primeiro vem aquela fase, quando acontecem as cantadas:

 

                      A FASE DA PAQUERA

 

(Entra um casal de cada vez, primeiro a moça, que vai ao centro do palco e fica mexendo no celular, ou passando batom, ou distraída como se esperasse o ônibus. É conquistada, saem de braços dados).

 

– Gata, seus olhos são lindos, mas eu prefiro os meus, por que sem os meus não posso ver os seus…

– Gata, você tá sentindo cheiro de tinta?  Porque tá pintando um clima…

– Olá, princesa, meu nome é Arlindo, mas pode me chamar de Lindo, pois quando eu te vi perdi o ar…

 

Mas nem toda cantada é bem sucedida:

 

(Entra um casal de cada vez, primeiro a moça, mas desta vez não cede à cantada e sai, deixando o homem sozinho).

 

– Oi, gata qual é o seu telefone?
– Oi… Tim, claro! E o seu?

– Me dá o seu telefone, vai…
– Não posso! Não consigo ficar sem ele…

——————————————————————————–

– Eu não tiro os olhos de você!
– Ainda bem, né? Senão eu fico cega!

——————————————————————————–

– Oi, meu amigo ali gostaria de saber se você ficaria comigo…

– Diz pra ele vir aqui, prefiro dar más notícias pessoalmente…

——————————————————————————–

– Eu quero o seu amor gata!
– Espera só um pouquinho… amooooor! Tem um moço aqui querendo você!

——————————————————————————–

– Gata, você tem garfo?

– Não. Por quê?

– Porque estou dando sopa.

– Mas não seria colher?

– É que eu sou difícil!…

——————————————————————————–

 

Apresentador: Quando enfim acontece a conquista, começa então…

 
                       A FASE DO NAMORO…

 

– Querido, o que você prefere? Uma mulher bonita ou uma mulher inteligente?

– Nem uma, nem outra. Você sabe que eu só gosto de você!

 

                       O PEDIDO DE CASAMENTO…

 

(Entra o pai de um lado e o casal de mãos dada do outro lado).

– Então você quer casar com minha filha… Mas você tem condição de sustentar uma família?

– Claro, senhor, tenho sim!

– Ótimo! Nós somos nove!…

 

                       DEPOIS DO CASAMENTO…

 

– Meu bem, não sei mais o que eu faço para emagrecer…

– Querida, é fácil, basta mover a cabeça da esquerda para a direita e da direita para a esquerda.

– Só isso, bem? Quantas vezes?

– Todas as vezes que lhe oferecerem comida!…

——————————————————————————–

– Querida, porque quando Jesus ressuscitou, apareceu primeiro para as mulheres e não para os homens?
– Não sei, amor… Deve ser porque as mulheres são mais consagradas…

– Nada disso, é porque ele queria que a notícia se espalhasse mais depressa!

——————————————————————————–

 

 

                       CASAL NA TERCEIRA IDADE

 

(Entram dois amigos conversando).

 

– Quando completei 25 anos de casado, levei minha mulher ao Japão.
– Não diga? E o que pensa fazer agora quando completam 50?
-Volto lá para buscá-la…

——————————————————————————–

 

Apresentador: Um casal de velhinhos, mas beeem velhinhos estão jogando dominó. O marido diz:

– Meu bem, me desculpe… Eu não consigo me lembrar de certos detalhes, minha cabeça não está muito boa… Qual é mesmo o seu nome, querida?

– Não tem problema, meu véio… Meu nome? É… você precisa dessa informação para quando?

——————————————————————————–

 

Apresentador: A mulher passa horas aplicando cosméticos caros que garantem que a farão rejuvenescer vários anos. Finalmente, vira-se para o marido e diz:
– Querido, fale honestamente, que idade você me dá
agora?
Bem, a julgar pela sua pele, 20. Seu cabelo, hummm… 18. Seu rosto, 25.
– Ah, obrigada!
– Calma, ainda não somei!…

——————————————————————————–

 

                      A FASE DA VIUVEZ…

 

Apresentador: No escritório do advogado, a viúva ouve a leitura do testamento de seu finado marido:
— Sinto muito, mas o seu marido deixou tudo o que tinha para a Casa de Caridade da Viúva Pobre.
— Mas… e eu? — choramingou a mulher.
— Bem… A senhora era justamente tudo o que ele tinha!

 

Apresentador: Estas são as principais fases da vida a dois. Mas vocês perceberam que estas piadinhas sempre detonam a mulher? Logo se vê que saíram de mentes masculinas… Mas calma, meninas, agora é a vez de vocês… Ainda falta uma fase:

 

                       O CASAL NO ALÉM…

 

Apresentador: Após cinquenta anos de casamento, a mulher morre. Não demora muito, o marido também vai para o céu. Lá encontra a mulher e corre até ela:
– Queriiiiidaaaaa! Que bom te reencontrar! Que saudade!
– Não vem, não, assombração! O combinado foi: “ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE”!

——————————————————————————–

 

Apresentador: Brincadeiras à parte, vida a dois é sempre uma comédia, e nunca faltará alegria enquanto tiver… AMOR!

 

ARRAIÁ DO BREJO ALEGRE

ARRAIÁ DO BREJO ALEGRE  (COMÉDIA)

 

PERSONAGENS:  – Hervéço (traje caipira, carrega Bíblia gigante)

Pastor Zé Máximo (traje brega, bigodão, barrigudo)

Zezin (traje brega de criança, gago, repete a última palavra das frases mais engraçadas)

          – Maria Ceisóra (traje caipira, sombrinha, um grande pão tipo bisnaga debaixo do braço)

 

CENÁRIO:  Igreja da roça (bancos ou cadeiras, púlpito, violão bem velho e um grande coador de café para recolher ofertas, tudo rústico, enfeitado com flores de plástico, toalha de plástico e microfone de sabugo de milho.). 

         ____________________________________________________________________________

 

 (Hervéço tira poeira dos móveis cantarolando um hino antigo pentecostal).

 

HERVEÇO – Uai, sô! Tem um tempão qui o sol arriô e o povo num chega, sô! E nem o pastô que nóis convidô pra vim pregar hoje num chegô. Uai, cadê esse povo?  (continua trabalhando).

PASTOR – A paz do Senhor, irmão! Aqui que é a Igreja Que Marcha Unida Para o Céu no Arraiá do Brejo Alegre?

HERVEÇO –  Num é, não sinhô.

PASTOR –  Puxa vida! Tem duas horas que estou procurando e não acho a bendita igreja! E que Igreja é esta?

HERVEÇO –  Esta aqui é a Igreja Unida Que Marcha Para o Céu no Arraiá do Brejo Alegre!

PASTOR –  Ah! É esta mesmo! Por que você não falou?

HERVEÇO –  Pruquê o sinhô disse Igreja Que Marcha Unida Para o Céu do Brejo Alegre e aqui é a Igreja Unida Que Marcha Para o Céu do Brejo Alegre!

PASTOR –  Tanto faz irmão, o importante é que está todo mundo marchando para o céu, não é mesmo?

HERVEÇO – Ô grória! Então ocê qui é o tar pastô que vêi visitá nóis? Pastô Zé… Zé…

PASTOR –  José Máximo. E este é meu filho, Zezinho.

ZEZIN – Pa-pa-pa-pa-z do Ssse-ssse-senhor!

PASTOR –  Como é o nome do irmão?

HERVEÇO –  Herveço! Passiô! Seis chegô bem na hora de cumeçá o curto!

PASTOR –  E onde está o pastor?

HERVEÇO –  O pastor Serjo? Foi viajá de novo com a muié. Foi lá pra Tatiaiuçu!

ZEZIN – Ta-ta-ta-ti-ti-ti-aaaaaaiuçu!

PASTOR –  Está bem! Mas o povo daqui sempre chega atrasado?

HERVEÇO –  Iiiiiii… Num vem, não… Num espera, não… Ta armando um toró! Quando chove eis num vem, não!… Se tem nuvem, num vem… entendeu? Nuvem, num vem…

PASTOR – Já entendi, irmão Herveço! Então hoje somos só nós três?

HERVEÇO – Não, nóis quatro: nóis e a irmã Maria Ceisóra…

PASTOR – A irmã Maria vem às seis horas? Mas já são sete!

HERVEÇO – Oia ela aí, ó… Passiô, irmã!

CEISORA – Passiô, irmão! Passiô, pastô! Aqui… eu só vim avisá que hoje eu vô num vim, ceis ora pra mim? Ceis ora pros meus fio, viu?

PASTOR – Nós vamos orar, sim, irmã. Quantos filhos você tem?

CEISORA – – Num tem inda não… Ceis ora pra eu arrumá, viu? Aqui, ceis ora tumbém pro meu marido, viu?

PASTOR – Nós vamos orar, sim, irmã. Como é o nome do seu marido?

CEISORA – Num sei inda não… Ceis ora pra eu arrumá, viu? Ceis ora mermo, que eu já to garrada no jejum e oração, viu? Ô pastô, dispois o sinhô vai lá em casa toma café com nóis, tem inté bulacha, oia o pão aqui, ó!… Passiô!

PASTOR – A paz do Senhor, irmã, nós vamos orar também pra você arranjar um jeito de vir no culto, viu?

     (Irmã Ceisora sai e volta de repente assustando a todos.)

HERVEÇO – Num falei, num falei? É a irmã Ceisora! Ceis ora pra mim, ceis ora pra mim…

CEISORA – Ôôô pastôôô! (gritado e estridente) Ó, Ceis ora mermo, num isqueci, viu? Amém?

ZEZIN – A-a-ane-ne-neeeeeiiiiinnn!…

PASTOR – Está bem, irmã, nós vamos orar pela senhora! Vai em paz! Bom, então já que o povo não vem… Vamos embora, a gente marca a reunião pra outro dia.

HERVEÇO – Ô, sô pastô, eu posso contá uma historinha pro sinhô?

PASTOR – Pode, irmão Herveço.

HERVEÇO – Ô grória!  Sabe o que qui é? Otro dia, lá na minha roça, tava na hora de dá comida pros anima.  Intão eu fui e enchi o coxo, num sabe? Mas eu num sei pruquê vêi só uma vaquinha cumê a ração, num sabe? Mas pruquê vêi só uma, eu num dexei de dá a ração pra ela, não, num sabe?

PASTOR – Ô irmão, já entendi. O irmão tem razão, hoje só veio você, mas não vamos deixar de fazer o culto. Então abra sua Bíblia…

HERVEÇO – Ô sô pastô, eu posso cantar um hino?

PASTOR – Ô que benção! Pode sim, irmão Herveço! O Zezin vai tocar, ele toca que é uma beleza!

     (Zezin pega o violão para afinar, mas desafina as cordas).

HERVEÇO – Ô minino, cê num vai tocá não? Vai ficá aí só fazendo barui?

ZEZIN – Ca-ca-calma, eu tô-to-to-tô aaaaafinando, se-se-senão fi-fi-fica tuuuudo eeerraaado…

     (Zezin toca tudo errado).

HERVEÇO – Ô grória! 

     “Eram cem ovêia juntas num ‘abismo’…”

PASTOR – Ô irmão, não é abismo, é aprisco!

HERVEÇO – Aaah, tá… inda bem, pruquê eu já tava com uma dó das coitada caí no abismo!… Ô grória! 

            “Era cem ovêia juntas num aprisco

Era cem ovêia, que ‘a mãe te’ cuidou

PASTOR – Ô irmão, não é “a mãe te” cuidou, é amante cuidou!

HERVEÇO – Ôôô sô pastô! Ocê qué cantá?

PASTOR – Não irmão, pode cantar à vontade.

HERVEÇO – Brigadu.

            “Era cem ovêia juntas num abismo

Era cem ovêia, que ‘a mãe te’ cuidou

Porém numa tarde, ao contá elas toda,

E fartava uma, e fartava uma,

E triste chorô… As 99… as 98… as 97… as 96… as 95… as 94… as 93…”

PASTOR – Ô, irmão, você vai contar todas?

HERVEÇO – Sabe qui é, pastô… é qui eu esqueci a musga… Ô grória! 

PASTOR – Então outro dia você canta, tem que ensaiar mais, né?

HERVEÇO – Ô minino, cê sabe tocá vaca?

ZEZIN – Sssse-sssei não, sinhô.

HERVEÇO – Cê sabe toca ovêia?

ZEZIN – Sssse-sssei não, sinhô.

HERVEÇO – Cê sabe tocá galinha?

ZEZIN – Ah! Ga-ga-ga-linha? Sssse-sssei não, sinhô.

HERVEÇO – Eu sabia! Ocê num sabe tocá é nada!…

ZEZIN – A-a-ane-ne-neeeeeiiiiinnn!…

PASTOR – Amém, irmãos? Então abra sua Bíblia em Lucas capítulo 15, onde se encontra a história da ovelha perdida. É uma pequena história, mas contém um grande ensinamento…

 

(O pastor começa a pregar com bastante entusiasmo. Ele abaixa o tom de voz e fica gesticulando, enquanto alguém passa com a placa: “DUAS HORAS DEPOIS…”. Herveço e Zezin cochilam.)

 

PASTOR – Então, este é o resumo do Apocalipse, um livro de grande importância para entendermos as coisas futuras. Amém? (O pastor grita amém e todos acordam assustados).

HERVEÇO – Ô, pastô, eu posso contá outra historinha pro sinhô?

PASTOR – O irmão vai dar um testemunho? Que bênção, pode sim!

HERVEÇO – Isso mermo, um tristimunho! Ô grória!  Sabe o que qui é? Otro dia, lá na minha roça, tava na hora de dá comida pros animar. Intão eu fui e enchiiii o coxo, num sabe? Mas eu num sei pruquê vêi só uma vaquinha cumê a ração, num sabe? Mas pruquê vêi só uma, eu num dexei de dá a ração pra ela, não, num sabe?

PASTOR – Sei irmão, você já contou esta história!

HERVEÇO – É, mas eu num contei o finar… É que, vêi só uma vaquinha, mas eu num fiz ela cumê tudo sozinha não, coitada!…

PASTOR – Éé… é… ta bem irmão, você está certo, então vamos encerrar o culto…

HERVEÇO – Ôôô, pastô! Cê num vai tirá dizmo e oferta?

PASTOR – Ah, claro, irmão, isto é muito importante, não podemos esquecer! Bem, então o irmão que trouxe seu dízimo e oferta pode trazer agora…

HERVEÇO – Ô grória!  Hehehehe!

 

     (Herveço pega um coador de café para recolher ofertas e ficam em silêncio, um esperando pelo outro. Zezin faz um fundo musical ou canta uma música pentecostal. Ninguém se move).

 

PASTOR – Uai, irmão, pensei que você queria entregar o dízimo!

HERVEÇO – Uai, sô pastô, pensei que ocê queria entregá uma oferta! Hoje eu vim disprivinido…

     (Irmã Ceisora chega de repente assustando a todos. Traz um ovo embrulhado em num monte de jornais.)

CEISORA – Ôôô pastôôô! (gritado e estridente) Eu si isquici de pagá o dismo, num sabe? Taqui, ó!

PASTOR – Uai, irmã! Mas é um ovo?

ZEZIN – Um o-o-o-oooovo-vo-vooo?

CEISORA – Craro! Ceis da cidade num conheci ovo, não? É da Chiquinha, a minha galinha de instimação, saaaabe? Ela botô deiz ovo, intaum eu troxe o dismo. Num ta certo?

PASTOR – Está certo, irmã, está certo… Quem é o tesoureiro?

HERVEÇO – Sou eu mermo, sô pasto!

PASTOR – Toma aqui o dízimo da irmã. Bem, então vamos embora. Onde eu vou ficar hospedado?

HERVEÇO – Ara, num sei que qui é isso, não… só sei que cêis vai pousá lá em casa!… Minha muié preparou um assado rechiado pra nóis… Ah, sô pasto, tava isquecendo de uma coisa… Aqui na Igreja Que Marcha Unida Para o Céu no Arraiá do Brejo Alegre o pregador num sai sem oferta não! Nois é fiel! Hehehehe!

PASTOR – Que bênção, irmão! Eu estou passando umas lutas financeiras, estou precisando mesmo de provisão e… (Herveço entrega o ovo) Que isso?

HERVEÇO – Ué, sô pastô, é a oferta pro sinhô! Tudo que nóis recebeu hoje é tudiiiiiinho seu! Ô grória, heim? Hehehehe!

PASTOR – Amém, irmão, amém! Estou faminto, vamos jantar! É de porco ou de boi?

HERVEÇO – É de galinha mermo! Aqui na Igreja Que Marcha Unida Para o Céu no Arraiá do Brejo Alegre nunca recebemo ovo de porco nem de boi, não!

PASTOR – Nããão! Eu estou falando do assado recheado!… É de porco ou de boi?

HERVEÇO – Mió, muuuuiiiito mió!

PASTOR – Ô glória!

HERVEÇO – É muito mio, é assado de abobrinha rechiada de jiló! Ô GRÓRIA!!!

PASTOR – É hoje que vou fazer jejum…

HERVEÇO – Ô grória! Hehehehe!

(Vão saindo e falando).

ZEZIN – Ô pa-pa-paiê, eeeeu na-não gooo-gosto de ji-ji-jilò, nã-nãão! A-a-ane-ne-neeeeeiiiiinnn!…

PASTOR – Cala a boca, menino! Jesus disse que “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci”… E nós vamos vencer essa provação também!… (Vira para a platéia) CEIS ORA POR NÓIS! Ô GRÓRIA! (pega na mão do Zezin e sai arrastando-o).

 

 

FIM

 

Dicas: – O ovo deve ser cozido por segurança. Se conseguir um pintinho para usar ao invés do ovo ficará ainda mais engraçado.

– A música “Cem ovelhas” foi gravada pelo cantor Luís de Carvalho.

– Adaptar os nomes dos personagens para o de pessoas locais.

 

(Texto desenvolvido a partir da piada das vaquinhas).

SER MÃE É UMA COMÉDIA…

 

 

 

SER MÃE É UMA COMÉDIA…

  •  As mães ficam em uma extremidade do palco e os filhos no outro, encontrando-se no centro para o diálogo e voltam aos lugares. Não precisa muitos atores, são piadas pequenas, podem ir se revezando. As mães deverão usar roupas e acessórios extravagantes, tipo “perua”, o teatro ficará mais engraçado.

  •  O cenário deve ser o mais simples possível para as trocas serem rápidas. Bastam uma mesa pequena e três cadeiras.

…………………………………………………………………………..

NARRADOR: Queridas Mamães! Muitas vezes seus filhos lhes fizeram chorar, a começar do momento do nascimento. Agora nós queremos fazer vocês rirem bastante, afinal vocês merecem! Chega de “padecer no paraíso”! Agora é só paraíso! E existe MÃE de todo jeito, pra todo gosto, vamos apresentar alguns tipos…

1.     Tem Mãe que não gosta de perguntas…

(A mãe está lendo uma revista, Joãozinho chega e pergunta)
– Mamãe, porque é que o papai é careca?
– Ora, filhinho… Porque ele tem muitas coisas para pensar e é muito inteligente!
– Mas mamãe… Então porque é que você tem tanto cabelo?
– Não faz pergunta difícil!

…………………………………………………………………………..

 

2.   Tem Mãe mentirosa…

(A mãe passa batom. O Menino vem correndo e diz à mãe:)
– Mãe, você é uma mentirosa!
– Mas por que você diz isso, meu filho?
– Você disse que meu irmãozinho era um anjo! Eu joguei ele pela janela e ele não voou!

…………………………………………………………………………..

 

3.     Tem Mãe nervosa

(Mãe entra brava, puxando o filho pelo braço).

– Por que você fez aquilo? Por que jogou tomates naquele menino?
– Ah, mãe foi ele que começou!
– E por que você não me chamou?
– A senhora não é boa de pontaria, não ia acertar nenhum…

…………………………………………………………………………..

 

4.     Tem Mãe desconfiada…

(O Joãozinho fala para a mãe:)

– Mamãe, o Juquinha disse que ele tem um ta-ta-ta-ta-taravô.
– Ah, esta não dá pra acreditar… Ele é sempre mentiroso?
– Não, mãe! Ele é gago.

…………………………………………………………………………..

 

5.     Tem Mãe coruja…

(A mãe busca o filho na escola).

– Bom dia, professor! Meu filho é muito inteligente, não é? O que o senhor acha que ele poderá ser quando crescer?

– Astronauta ou chefe de cozinha, com certeza!

– Astronauta ou chefe de cozinha? Por que acha isso, professor?

– Porque o seu filho vive no mundo da lua, e quando eu faço uma pergunta, ele viaja na maionese!

…………………………………………………………………………..

 

6.     Tem Mãe loira… Brincadeirinha, viu?

NARRADOR: o pai da loira morreu.

– Mãe, você não vai enterrar o vovô com aquela roupa velha, ele merece um terno.

– Buááá… Eu não tenho dinheiro para comprar um terno pra enterrar meu pai!

– Tudo bem, eu posso dar o terno, toma este dinheiro e vai comprar.

NARRADOR: Um mês depois a mãe pede mais dinheiro para pagar o terno. O filho pergunta:

– Filho, preciso pagar o terno do seu avô…

– Mãe, em quantas prestações você comprou o terno?

– O dinheiro não dava pra comprar… Então eu aluguei!

…………………………………………………………………………..

 

NARRADOR: Também tem filho de todo jeito:

1.     Tem filho trabalhador…

(Dois colegas se encontram).

– Trabalhando até esta hora? Puxa vida! Você é muito trabalhador, heim?

– É a Esperança que me faz trabalhar…

– Esperança de quê?

– De nada. Esperança é a minha mãe!

…………………………………………………………………………..

2.     Tem filho maluco…

 

(Mãe e amiga conversando no telefone).
– Amiga, você acredita que meu filho surtou? Tive que internar numa clinica psiquiátrica, ele achava que era um grão de milho…
– Puxa vida! E como ele está?

– Ele já recebeu alta, está ótimo! Totalmente curado!
(O filho entra correndo e esconde debaixo da mesa).
– Tchau, querida! Meu filho, por que está se escondendo?

– Tem uma galinha lá fora!

– Mas você já sabe que não é mais um grão de milho!
– Eu sei, eu sei mamãe, eu acredito em você! Mas será que a galinha sabe disso?

 …………………………………………………………………………..

 

3.     Tem filho estudioso…

(Juquinha está estudando Geografia. Sua mãe entra).
– O quê você está estudando?
– Geografia, mãe! Hoje tem prova!
– Então me responde: onde fica a Itália?
– Na página 83, ué!

(Juquinha se ajoelha, mãos unidas, a mãe se espanta).

– O que está fazendo, meu filho?
– Estou orando pra que o Rio Amazonas vá pra Bahia.
– O rio Amazonas na Bahia? Mas, por que, meu filho?
– Porque foi isso que eu escrevi na última prova de Geografia!

…………………………………………………………………………..

4.     Tem filha lesada…

– Aninha, eu nunca entendi uma coisa: Por que você só tem chulé só no pé esquerdo?
– É porque quando eu era pequena, minha mãe sempre dizia: “Lava esse pé direito! Lava esse pé direito!”.

…………………………………………………………………………..

 

5.     Tem filho obediente…

(Crianças assentadas com cadernos nas mãos. A professora chega.)
– Vai começar a aula de Religião. Crianças, quem quer ir para o céu?
Todas as crianças levantaram o braço, menos Joãozinho. A professora perguntou:
– Joãozinho, você não vai para o céu?
– Ah, professora, é que minha mãe disse que depois da aula é para eu ir direto para casa!

6.     Tem filho escritor…

(Ainda na Escola)
– Crianças, agora vamos corrigir o dever-de-casa. Quero ouvir a frase que fizeram com o tema “Mãe só tem uma”. Aninha, pode ler!

– Minha mãe me deu uma linda boneca. Mãe só tem uma!
– Parabéns, Aninha! Joãozinho, agora é você!
– Minha mãe me mandou pegar duas latinhas de refrigerante na geladeira, quando eu abri a geladeira, gritei: “MÃE, SÓ TEM UMA!!!”

7.     Tem filho medroso…

(Ainda na Escola)

– Joãozinho, do que é que você tem mais medo?

– Do mala-men, professora!

– Mala-men? Quem é esse?

– Não sei, não… Só sei que todas as noites minha mãe ora assim: “Mas livrai-nos do malamen!”…

(Fonte: piadas retiradas da internet e adaptadas para teatro)

SEMENTE DE DEUS

SEMENTE DE DEUS

PERSONAGENS:

  1. JESUS: Trajes de época
  2. NICODEMOS: Trajes de época
  3. DANIELA: estudante, ambiciosa, materialista, ex-evangélica.
  4. MÁRCIO:  estudante, viciado em drogas, alienado, sem religião, avó evangélica.
  5. CECÍLIA:  estudante, inconstante, sincretismo religioso (mistura várias crenças).
  6. CRISTINA:  estudante, sofrida, tendência suicida.
  7. ROSANE: irmã de Cristina, dona-de-casa, serva de Deus.
  8. FIGURANTE: Alex.

Dica: Para ficar bem natural, atualizar as gírias e expressões regionais. A “deixa”, parte final grifada, sinaliza o momento da fala da outra pessoa.

 1o ATO

(JESUS ENTRA E CAMINHANDO E GESTICULANDO ENQUANTO CONTA A PARÁBOLA. OUTRA OPÇÃO: JESUS LÊ O TEXTO COMO VOZ OCULTA, ENQUANTO OUTRO FAZ O SEMEADOR EM TRAJE DE AGRICULTOR MODERNO).

JESUS: “Escutai a parábola do semeador. Certo semeador saiu a semear. E, quando semeava, parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque a terra não era funda. Mas, saindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz. Outra parte caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. Outra caiu em boa terra, e deu fruto: uma semente produzindo a cem, outra a sessenta e ainda outra a trinta por um. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” (Mat. 13:1-23).

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

2o ATO

(É NOITE. TRÊS ESTUDANTES DO II GRAU VOLTAM DA ESCOLA).

DANIELA:  Gente, a prova foi uma moleza! Mandei bem!

MÁRCIO:  Moleza? Que isso, aquela prova tava difícil demais. Nunca fui chegado a Matemática… E aquele professor, quando entra na sala… Me dá vontade de pular pela janela!

CECÍLIA:  O quê? Num me diga que ocê foi mal!!

MÁRCIO: Eu me ferrei! Esqueci de fazer cola e ainda me deu um branco…

DANIELA:  Deu um branco?…  Se você não estudou já tava tudo em branco! Rsrsrs…

CECÍLIA:  Ô Márcio, se não sabia nada,  como é que ocê me passou cola?

MÁRCIO: Aí, mana, cê que pediu… Meu lance é ajudar quem pedir…

CECÍLIA:  Ah, não… E eu rezei tanto pra conseguir uma cola boa!…

DANIELA:  Nó, Cecília, que vacilo! Mas o Márcio te ajudou mesmo… Te ajudou a afundar! (risos)

CECÍLIA: Cadê a Cris?

DANIELA: Está terminando a prova… olha a figura aí…

CRISTINA: Gente, que prova difícil! Minha cabeça tá até doendo…

MÁRCIO: Também, só usa uma vez por mês!… Tá enferrujando!… (risos)

CRISTINA:  Ah! Mário, num me enche não, que eu num tô boa hoje não…

DANIELA:  Não tá boa hoje?  Tem um tempão que você tá assim…

CRISTINA:  Assim como?

DANIELA: Você tá sempre de baixo astral, sempre de mal com a vida, na maior “deprê”…

CRISTINA:  É, você falou tudo, tô mesmo de mal com a vida… Aliás, é a vida que tá de mal de mim!

MÁRCIO:  Iiii, qual que é Cris, que papo é esse?  Eu já te dei toque pro cê sair dessa, mas parece que cê gosta de ficar na “deprê”!… Meu lance é otro,  é a maior viagem…

CRISTINA: Ah, não, Márcio, já vem ocê com esse papo de fumo outra vez! Eu já encarei esta parada, mas só consegui me engasgar. Sai fora desta, cara, enquanto pode… ocê ja tá viciadão!

MÁRCIO:  Que viciado o quê!  Eu sei o que eu tô fazendo, tá tudo dominado, num esquenta não!…

CECÍLIA:  Eu vou chegar, minha velha tá me esperando, de plantão. Tchau, gente!

CRISTINA:  Tchau, Cecília!  Amanhã eu passo na sua casa!

ALEX: (Figurante, grita de longe) Mário!

MÁRCIO:  Eu também  vô nessa, falô… (SAI COM ALEX)

CRISTINA:  Eu acho que o Márcio tá mexendo com crack, ele tá muito estranho…

DANIELA: Não sei, não… Ele tá esquisito mesmo…  E você, o quê que tá pegando, heim?…

CRISTINA:  Não sei, Daniela, se eu soubesse ficava mais fácil… Tô num sufoco aqui dentro, é uma vontade de sair correndo sem rumo, de sumir, de gritar, sei lá…  Tá faltando alguma coisa… Não acho o sentido desta droga de vida…

DANIELA:  Que é isso, Cris,  vai entrar numa de horror?  Quer achar o sentido da vida? O sentido da  vida é você ter um alvo à sua frente, um objetivo pelo qual lutar, entendeu?  Aí, você traça um caminho em direção àquele objetivo, aquilo que você quer e que se dane o resto!… O meu sonho eu já te falei, quero ser uma grande empresária cheia da grana… Por que você acha que eu tô ralando nesta escola? Eu tracei meu rumo e não vou sair fora de jeito nenhum! E ai de quem atravessar no meu caminho, eu passo por cima!  É isso que te falta, entendeu?!

CRISTINA:  É, ocê tá esquecendo a barra que eu enfrento? Todo dia eu vejo o sofrimento da minha mãe, ela dá um duro danado pra criar os filhos sozinha! Meu pai vive bêbado, escornado nalgum canto, só traz problemas… Eu ajudo como posso, mas o que eu ganho na fábrica é uma mixaria… E você ainda vem me falar em sonho? Que futuro você acha que eu vou ter? Você acha que eu quero casar e acabar igual a minha mãe?  Prefiro morrer…

DANIELA: E você acha que eu também não tenho problema em casa? Só que eu não tô nem aí pro meu pessoal, é cada um na sua… Que se danem! Quer saber, tá difícil te entender, você pensa muito pequeno!…

CRISTINA: É, ninguém está com paciência pra me escutar… Mas tudo bem… Já tô acostumada… Este final de semana a gente não vai se ver, eu vou viajar pra casa da minha irmã, eu e a Cecília. Falô, tchau!

DANIELA: Isso, passeia mesmo e vê se relaxa, falô? Tchau!

 ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

3o  ATO

 

(CENÁRIO: MESA COM CADEIRAS, COM TOALHA, FRUTEIRA e uma bíblia. CRISTINA e CECÍLIA chegam à casa de ROSANE, que está varrendo a calçada. Cumprimentam-se.)

ROSANE: E então, foram bem de viagem?

CRISTINA:  Fora a Cecília que enjoou um pouquinho, tudo bem.

CECÍLIA:  Ai, não via a hora de chegar…

CRISTINA:  E aí, como vão as coisas?

ROSANE:  Está tudo bem, graças a Deus!

 

CRISTINA:  E as crianças?

 

ROSANE:  Os meninos estão na Escola, o Antônio tá no serviço,  chega lá pelas sete horas. Vamos entrar, gente! Senta aqui!

CECÍLIA:  E vocês estão gostando de morar aqui?

ROSANE:  No início a gente estranhou muito, sabe como é, a gente saiu de uma cidade grande para uma pequena… Custamos a adaptar. Mas agora está uma bênção, agora eu entendo que foi Deus que nos trouxe pra cá.

CECÍLIA:  Por que?

ROSANE:  A Cristina sabe como era complicada a nossa vida, eu e o Antônio estávamos quase nos separando, a gente brigava demais! Era ciúme, desconfiança, um monte de dívidas… O Antônio não paravaem emprego… Euvivia nervosa e descontava tudo nas crianças!…  Resumindo: nossa vida era um inferno!

Eu rezava, rezava e nada… Aí teve um dia que eu resolvi falar com Deus de uma maneira diferente, eu rasguei o verbo, falei tudo que veio ao meu coração! Eu disse: Ó Deus, se o Senhor existe mesmo, eu quero que o Senhor me escute agora. Eu quero que o Senhor mude a minha vida, o meu casamento, muda o Antônio… Eu não agüento mais essa vida, não acredito que o Senhor pôs a gente no mundo só pra sofrer! Eu tenho vontade de morrer… Eu queria que fosse tudo diferente!…  Nunca falei com o Senhor assim, diretamente, se eu falei alguma besteira, me perdoa… Por favor, me ajuda meu Deus, me ajuda!…

CRISTINA:  E aí? O quê que aconteceu?

ROSANE:  Aí eu comecei a ler uma Bíblia que eu tinha há muito tempo e nunca tinha lido e Deus começou a falar no meu coração…

CECÍLIA:  Deus falou com você?  Como assim?

ROSANE:  Através da Palavra! O primeiro texto que eu li estava falando que Deus ama os sinceros e atende os que o buscam de todo coração. Então eu fiquei alegre porque ele não ficou bravo pelo jeito que eu falei com ele, mas ele quer que a gente seja sincera e fale o que está sentindo.

CRISTINA:  Ah, se eu falar o que estou sentindo, Deus não vai gostar nem um pouco…

ROSANE:  Que isso, Cris, antes de você falar ele já sabe o que está no seu coração, não tem como esconder nada de Deus! Deixa-me ler um texto pra vocês, que me tocou muito, está em João capítulo 3…  Fala de um homem chamado Nicodemos que foi procurar Jesus…

(DIMINUI A LUZ. ROSANE ABRE A BÍBLIA, COMEÇA A LER O TEXTO E VAI ABAIXANDO A VOZ. CONTINUA FAZENDO MÍMICA DE LEITURA DURANTE A CENA PARALELA, ONDE A LUZ É MAIS FORTE).

CENA PARALELA:

NICODEMOS:  “Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus. Pois ninguém poderia fazer estes sinais miraculosos que tu fazes, se Deus não fosse com ele.

JESUS: Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

NICODEMOS: Como pode um homem nascer, sendo velho? Poderá voltar ao ventre da sua mãe e nascer?

JESUS: Em verdade, em verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, mas o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de eu te dizer: Necessário vos é nascer de novo. O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai.  Assim é todo aquele que é nascido do Espírito. Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, da mesma forma importa que o Filho do homem seja levantado, para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.  Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.”

(JESUS CONTINUA CONVERSANDO BAIXO COM NICODEMOS ENQUANTO SAEM DE CENA)

ROSANE: E isto significa que Deus mandou seu Filho nascer como homem para pagar a sentença de morte que era nossa e através do sacrifício dele nós possamos ter a vida eterna. E isto não é por merecimento, porque ninguém merece, todos somos pecadores. Não é pelo nosso esforço, porque nada que a gente faça compra a vida eterna. O preço de nossa vida é tão alto, mas tão alto pra Deus que ele nos comprou com o sangue de seu Filho derramado por nós. Nossa mente é muito pequena pra compreender um amor tão grande!

CRISTINA:  Então  a gente não precisa fazer nada pra ter vida eterna?

ROSANE:  A gente não precisa fazer nada é pra ficar separado de Deus, pois Jesus disse que quem não nascer de novo não entra no Reino de Deus, lembra? Você precisa crer nele, mas confiar mesmo! Vou dar um exemplo: (FICA EM POSIÇÃO QUASE SENTADA, A UNS VINTE CENTÍMETROS DA CADEIRA) Se eu não confiar nesta cadeira não vou me sentar completamente e fico apoiando meu peso em minhas pernas. Quem acha que vai ser salvo porque é do bem está confiando em si mesmo, em suas obras e anula o sacrifício de Cristo. Mas chega um momento em que a pessoa não aguenta mais tanto esforço. Jesus disse “Vinde a mim e encontrareis descanso para a alma…”. (ROSANE SE ASSENTA) Eu só descanso quando eu confio!

CRISTINA:  É disso que eu estou precisando, começar tudo de novo, uma nova vida. Não estou suportando minha vida, já pensei em sumir, em morrer…

ROSANE:  Credo, Cristina, nem fale nisso!… E você, Cecília, também quer uma vida nova, quer nascer de novo?

CECÍLIA:  Olha, eu sempre rezei muito, fui em muitas igrejas, já fui me benzer muitas vezes… Busquei em muitos lugares, mas não encontrei a paz que você encontrou!

ROSANE:  Sabe por que? É porque esta paz a gente não encontra em nenhum lugar, mas numa pessoa, em Jesus! Sabe, a gente ouve falar de Jesus desde criança e se torna um religioso. Eu sempre imaginava um Deus distante, lá no céu. Mas ser cristão é diferente, é ser discípulo. O discípulo tem um relacionamento chegado com Deus, relacionamento de amigo… A gente passa a ser habitação de Deus. O religioso admira Jesus de longe, mas o discípulo tem Jesus como Mestre, obedece tudo o que ele ensinou. Isto é nascer de novo, pois a fé e a obediência a Deus transformam a nossa vida.

CECÍLIA:  Você fala muito bonito, dá vontade de conhecer Deus assim como você… Mas eu já fiz tanta coisa errada… Deus não vai me perdoar…

ROSANE:  Ele perdoa sim, Cecília! Tá lá em João capítulo um: “se confessarmos os nossos pecados ele é fiel para nos perdoar e nos purificar…” Quando a gente se arrepende de verdade o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado! Quem nasce de novo é como um bebê, tem ficha limpa!

CRISTINA:  Então eu quero ter a chance de começar tudo de novo, do zero!

CECÍLIA: Já que isto é possível, eu também quero! É bom demais pra ser verdade!

ROSANE:  Mas é verdade! É como um casamento, Jesus disse o “sim” pra humanidade lá naquela cruz e agora está esperando a gente dizer “sim” pra ele. É uma decisão muito séria, se vocês querem mesmo façam esta oração comigo:

Senhor Jesus, eu confesso o que creio em meu coração, que o Senhor é o Filho de Deus e morreu na cruz em meu lugar, mas está vivo, pois ressuscitou. Jesus, perdoa meus pecados, lava-me com teu sangue. Vem morar no meu coração agora e ser meu Senhor. Muda tudo que precisa ser mudado em mim, dá-me uma nova vida. É em teu nome que te peço, Jesus. Amém!

Vocês precisam continuar buscando conhecer a Deus… Eu tenho buscado e tenho recebido muitas bênçãos! Ah, e nunca deixem de orar e meditar na Palavra de Deus, porque é assim que a gente cresce espiritualmente… Vocês agora não são deste mundo, vocês pertencem ao Reino de Deus! Amém?

CRISTINA E CECÍLIA: Amém! (TODAS SE ABRAÇAM EMOCIONADAS).

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

4O ATO

(CENÁRIO: MESA E CADEIRAS USADAS EM BARES. DANIELA ESTÁ ASSENTADA, TOMANDO UM REFRIGERANTE APÓS A AULA.)

MÁRCIO:  E aí, beleza?

DANIELA:  Beleza… Você matou aula de novo, heim?

MÁRCIO:  Cara, esse lance de escola todo dia não tá com nada! Eu tô na boa, tipo assim…  a vida é curta e é pra curtir!

DANIELA:  É, mas o ano já está acabando, você vai ganhar é uma grande bomba de presente de Natal!…  Olha quem tá chegando… E aí, passearam pra caramba, heim?

CECÍLIA:  Quem pode, pode!  Agora é que estamos passeando mesmo, nas nuvens…

CRISTINA:  Nós não pactuamos mais com o sistema deste mundo… A gente nasceu de novo!…

MÁRCIO:  Que isso? Onde é que cês fumaram este? Esse é doido, eu quero um!!

CECÍLIA:  Iiiii, Márcio, ocê só pensa em droga? Não é nada disso!

CRISTINA: Senta aí, que a gente explica.  O lance é o seguinte:  nós tivemos uma experiência diferente este final de semana, uma experiência espiritual. Nós fizemos um pacto com Deus, a gente entregou nossa vida pra Jesus! É, ele nos deu uma vida nova… e agora eu tenho a vida eterna!…

CECÍLIA:  É isso mesmo, eu tô sentindo uma alegria, uma paz que eu nunca conheci!

CRISTINA: Eu também!  Aquela angústia que eu tava sentindo, aquela vontade de morrer, vocês lembram? Acabou tudinho, eu nunca me senti tão leve!

MÁRCIO: Que lance é este de vida eterna, cara… cês num vão morrer, viraram zumbi?

DANIELA:  Iiii  Márcio, larga de ser burro, não é nada disso!  Vida eterna significa que a pessoa vai morrer só no corpo, o espírito vai viver com Deus eternamente, entendeu?

CRISTINA:  Uai, Daniela, então você já conhece a Palavra? Que bom!!!

DANIELA:  Eu ia muito à Escola Bíblica com minha mãe, desde menina, mas num tô indo mais não…

CECÍLIA:  Porque que ocê parou, ir na igreja é tão bom, a gente ta aprendendo tanta coisa sobre Deus!

DANIELA:  Não tô tendo tempo, não,  vocês sabem que eu trabalho muito, estudo muito… Eu tenho outras prioridades e tenho que ralar muito! Não sou alienada como algumas pessoas por aí…

MÁRCIO: Êeee… Porque que cê tá olhando pra mim?… Cada um leva a vida do jeito que tá a fim… Eu num tô ligado nessa parada não, mas a minha vó… Cara, ela é muito chegada em Deus, ela disse que já viu anjo, a maior doidera, cara, só que ela fica pegando no meu pé, tipo assim, “cê tem que aceitá Jesus senão cê vai pro inferno!”  Aí, quando ela vem pregar pra mim e eu caio fora. Já pensô, se eu viro crente? A galera me detona, cara! Eu acho assim, religião é cada um na sua, futebol e religião não se discute!!…

CRISTINA:  Se fosse um assunto qualquer seria bobagem discutir, mas estamos conversando sobre a pessoa mais importante do universo.  Ninguém aqui tá querendo discutir religião, porque religião não salva ninguém. Quem salva a gente é Jesus, ele disse: “eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai até o Pai, se não for por mim”… Então a verdaderia religião é Jesus!

CECÍLIA:   (INTERROMPE)  Aííí, Cris, cê tá entendida, heim?

CRISTINA:  Eu andei lendo muita coisa na Bíblia e sabe o que Jesus falou? Ele disse que todo mundo um dia vai estar perante Deus e vai prestar conta de tudo o que fez de certo ou de errado, de bom ou de mau… E por falar nisso, amanhã eu vou na igreja, vamos?

MÁRCIO:  (LEVANTA-SE AO AVISTAR ALEX QUE O CHAMA NUM CANTO) . Não vai dar não, Cris, você é sangue bom, mas sem essa de igreja, tá? Océ tá pior que a minha vó… Eu vô dá um rolé por aí… fui!

CRISTINA:  Eu também tenho que ir.    (TODOS SE LEVANTAM.) E aí Dani, vamos com a gente amanhã no estudo bíblico?

DANIELA:  Eu… é… Não vou poder, não, tenho que estudar, e tenho um monte de coisas pra resolver…  Tchau!  (VAI SAINDO).  Cuidado, heim, você está ficando fanática….

CRISTINA:  Que fanática, o quê…  Você viu? Todos os dois já conheciam a Palavra de Deus e estão desprezando…  Amanhã eu passo na sua casa pra gente ir pro estudo…

CECÍLIA:  Não sei… Acho que não vai dar…

CRISTINA:  Você também? Pensei que estava gostando…

CECÍLIA:  Sabe o que é, Cris, eu pensei que ia ser mais fácil seguir a Jesus, mas a minha família não entende, eles são muito tradicionais…  Tá a maior pressão em cima de mim… Eles acham que eu tenho que seguir Jesus só do jeito que eles me ensinaram desde criança, não aceitam que eu pense diferente…  Os meus primos… As minhas amigas, todos estão pegando o meu pé, estão falando isso que a Daniela falou: que eu vou ficar fanática!

CRISTINA:  Bem, Cecília, quem quer seguir Jesus, não pode ficar em cima do muro, é tudo ou nada. Não há ninguém neste mundo mais importante pra mim do que Deus e ninguém vai tirar do meu coração o amor que eu tô sentindo por ele. Eu não estou importando com o que vão pensar de mim! Esta é a escolha mais importante da sua vida e ninguém pode decidir por você.

CECÍLIA:  É, eu sei…

CRISTINA:  Só quero te dizer uma coisa: quando a gente está numa mesma situação durante anos e não está satisfeito, não está feliz, tem mais é que buscar uma mudança… Jesus não iludiu ninguém, ele avisou que seus seguidores seriam perseguidos. Quando a gente se posiciona no exército de Deus o inimigo tentará de todos os meios nos desanimar.

CECÍLIA:  Eu sei, eu sei…. Falô… Tchau!

CRISTINA:  Tchau…

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

5O ATO

(MÚSICA DE FUNDO PARA CADA PERSONAGEM. ENTRA UM DE CADA VEZ E APÓS A FALA FICA CONGELADO NUM DOS QUATRO CANTOS DO PALCO.  PRIMEIRO ENTRA MÁRCIO DOPADO, DESARRUMADO E SUJO. TEM  MOMENTOS DE ALUCINAÇÃO, VÊ UM MUNDO COLORIDO, MAS  DEPOIS PASSA A VER PESSOAS E MONSTROS QUE O PERSEGUEM. QUANDO PASSA O EFEITO, ENTRAEM CRISE DEPRESSIVA.)

MÁRCIO: Que manero… que massa! Pode crê… pô, demais, cara, demais…  vem cá, pode vim… te peguei… tá tudo bem… (PAUSA).Não… não… você não!  Vai embora, te manda!  Sai!  Me larga, me larga, cara!  Pára de me perseguir! Sai pra lá, sai fora! Sai!(CAI E “APAGA” POR ALGUNS SEGUNDOS, DEPOIS COMEÇA A GRITAR E SENTA). Ai, ai, ai minha cabeça, ai, ai…  Eu preciso cherá mais, eu preciso… eu preciso ou vou enlouquecer… vô ter que robar, a grana acabou, vou ter que robar!  Ai, ai… Vai começar tudo de novo, que vida maldita, eu tenho que sair desta… eu não consigo sair… Não consigo, mas eu tenho que sair desta… Eu vou é dar um fim na minha vida…  Ai, que dor!…

(ENTRA DANIELA APRESSADAMENTE CARREGANDO OBJETOS DE ESCRITÓRIO. OLHA CONSTANTEMENTE PARA O RELÓGIO).

DANIELA:  Estou atrasada de novo, eu não posso me atrasar!  Não passa nem um táxi, que coisa! Que vida corrida!… Mas eu vou conseguir tudo que quero!  Ah, quando eu tiver mais grana,  bastante grana na mão tudo vai mudar! Todos vão se dobrar aos meus pés, vão ter que colocar tapete vermelho pra eu passar!  E eu vou ter todo mundo aqui, ó, comendo na minha mão! O segredo é ter grana, não há nada nem ninguém que o dinheiro não compra!…  (PAUSA, MUDA TOM DE VOZ)    Bem, só não consegui comprar amigos de verdade… É, nem paz… Minha vida tem sido estresse e solidão… Mas tudo tem um preço a se pagar e se este é o preço, eu vou pagar… Só não vou desistir do meu objetivo… Táxi, táxi!

(CECÍLIA ENTRA COM UMA VELA NA MÃO E SUSSURRA POR ALGUNS SEGUNDOS, REZANDO).

CECÍLIA:  Eu preciso acender esta vela pro meu santo predileto…  É, eu fui lá no terreiro de novo… Ah, eu tava precisando de uma ajudinha extra, tudo sempre dá errado na minha vida!…  Tô cheia de mau olhado, olho gordo, o povo é muito invejoso… Aliás, estão invejando não sei o quê! Eles acham que minha vida é boa demais, que é uma maravilha!… Mas aqui dentro, só eu sei como está… Minha família agora tá em paz comigo, mas eu mesma não sei o que é paz… Sabe o que eu vou fazer? Eu vou é comprar uns duendes, uns cristais, tipo os que eu vi na novela… Tem que dar certo… Eu vou tentar tudo que aparecer pra ver se espanta esse baixo astral…

(CRISTINA ENTRA COM UMA BÍBLIA NA MÃO, AJOELHA-SE E COMEÇA A ORAR).

CRISTINA:  Meu Pai querido, eu te louvo, eu te amo! Tu és tudo para mim, és meu Senhor!  Tenho passado por aflições, tu sabes das minhas lutas, mas não tenho olhado para as circunstâncias, tenho olhado somente para ti, Senhor.  Jesus, tu és o meu caminho e meu alvo, ajuda-me a não me desviar de ti. Tens me sustentado e  fortalecido, te agradeço e te louvo por tua paz…

( MÚSICA SUAVE AO FUNDO. ENQUANTO CRISTINA ORA, JESUS ENTRA E FAZ GESTOS, CHAMANDO OS DEMAIS PERSONAGENS, QUE DEMONSTRAM DUREZA DE CORAÇÃO E REJEITAM JESUS, VIRANDO DE COSTAS PARA ELE.).

CRISTINA: Jesus, eu intercedo agora pelos meus amigos. Eles estão distantes de ti…  Senhor, toca naqueles corações, ele precisam de ti… Toca na vida da Daniela, Senhor…  Ela está iludida e não sabe o quanto precisa de ti… Jesus, eu clamo por tua misericórdia, vá de encontro àquelas vida, onde quer que esteja… Espírito Santo, toca naquela vida…  Toca na vida do Márcio, liberta aquela vida! Ele está no fundo do poço, só ele que não percebe! Convence o Márcio do quanto ele precisa de ti para se libertar das drogas! Senhor… Tem misericórdia…  Senhor, toca na vida da Cecília, salva a Cecília… Tira toda cegueira espiritual… Ela está mais preocupada em agradar às pessoas do que a Ti…

Senhor, eles conheceram a tua palavra, receberam a tua semente no coração… Todos eles receberam a tua semente…

O que aconteceu com aquelas vidas, Senhor?…  Porque não permaneceram? Por que a tua semente não frutificou neles, como tem frutificado em mim?

(À MEDIDA QUE JESUS NARRA A EXPLICAÇÃO DA PARÁBOLA, APROXIMA-SE E INDICA OS PERSONAGENS CORRESPONDENTES.  NA PARTE DA BOA TERRA ESTENDE A MÃO PARA CRISTINA, QUE SE LEVANTA. NO FINAL FALA PARA A IGREJA).

JESUS:  “Escutai vós, pois, a parábola do semeador. (APONTA MÁRCIO)  Ouvindo alguém a palavra do Reino e não a entendendo, vem o maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado no caminho;

(CECÍLIA)  Porém o que foi semeado entre as pedras é o que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; Mas não tem raiz em si mesmo; antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição por causa da palavra logo se escandalizam;

(DANIELA)  E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;

(CRISTINA)  Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; E dá fruto, e um produz cem, outro, sessenta, e outro, trinta.

(PARA A IGREJA)  Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. (ERGUE A MÃO DE CRISTINA,EM SINAL DE VITÓRIA)  Nisto é glorificado meu Pai: que deis muito fruto!  E assim sereis meus discípulos!

SUGESTÃO DE MÚSICA FINAL, TODOS CANTAM NO CORO:

SEMENTE DE DEUS  (Letra e música: Leila Lança)

A CHUVA DESCE DO CÉU

PRA LÁ NÃO PODE VOLTAR

SEM PRIMEIRO REGAR A TERRA

FAZENDO A SEMENTE BROTAR

PARA O FAMINTO SACIAR

ASSIM A PALAVRA QUE SAI

DA BOCA DO SENHOR

VAZIA NÃO VOLTARÁ

SEU PROPÓSITO CUMPRIRÁ

JESUS É A SEMENTE DE DEUS

SEMEADA NO CORAÇÃO

DEIXE-A GERMINAR

CRESCER, FRUTIFICAR

SUA VIDA VAI SE TRANSFORMAR

E VOCÊ VAI RENASCER!

FIM

(Leila Regina Lança de Oliveira)

OS TRÊS PORQUINHOS (ADAPTADO PARA COMÉDIA INFANTIL)



OS TRÊS PORQUINHOS   (ADAPTADO PARA COMÉDIA INFANTIL)

 

PERSONAGENS:  – Narrador

        – Três Porquinhos – roupas bem coloridas, usando máscaras de porquinho.

        – Lobo – roupa preta ou marrom, usando máscara de lobo.

         ____________________________________________________________________________

 

NARRADOR – Era uma vez… Três porquinhos!  Numa distante e misteriosa floresta moravam três porquinhos… Até que um dia… Não moravam mais, estavam sem casa!… Mas o que aconteceu?

 

(Música triste, começa alta e vai abaixando).

 

PEDRITO –   Não acredito que isto está acontecendo! Fomos despejados! Fomos colocados na rua e não temos onde morar! Que vergonha!  PALITO, afinal, o que você fez com o dinheiro que eu te dava todos os meses pra pagar o aluguel?

 

PALITO – Sabe o que é PEDRITO… é… Eu estava sempre cansado e mandava o PALHAÇO pagar o aluguel pra mim…

 

PEDRITO – Você pediu pro PALHAÇO, este preguiçoso? PALHAÇO, e o que você fez com o dinheiro do aluguel?

 

PALHAÇO – Sabe o que é … é… é… Mim punhava a grana no bolso e quando mim passava em frente a padaria e via aqueles doces, aquelas tortas deliciosas piscando pra mim e me chamando… ah, eu num güentava me segurar!…

 

PEDRITO – Não é “mim punhava”, é “eu punha a grana no bolso”!

 

PALHAÇO – PEDRITO! Ocê também? Ahá… Bem que eu “disconfiava”…

 

PEDRITO – Não é nada disso, eu estou só te corrigindo, você fala tudo errado!… Ah, deixa pra lá…

 

PALITO  e  PALHAÇO – (começam a chorar) Buááá… E agora? Que vamos fazer? Nós vamos virar meninos de rua!

 

PEDRITO – Vocês querem dizer porquinhos de rua, né?  Parem! Parem de chorar, eu tenho solução!

 

PALITO – Solução? Hiic! Quando eu tenho solução, hiiic! …eu bebo um copão de água que pára…

 

PEDRITO – Não estou com soluço grande, eu disse que tenho uma maneira de resolver este problema, entendeu? Dãããã!…

 

PALITO – Captei seu pensamento! Nós vamos entrar pro Movimento dos Sem Terra!

 

PALITO  e  PALHAÇO – Queremos terra! Queremos terra! (Marcham em volta de PEDRITO de punho erguido).

 

PEDRITO – Parem! Não é nada disso… Aqui está a solução! (mostra um papel enrolado).

 

PALHAÇO – Que isto, é um talão de cheque? Oba! Vamos pra padaria!

 

PEDRITO – Você só pensa em comer?

 

PALHAÇO – Não! Em beber “tamém”!

 

PALITO – Já sei, é um “telescópico” pra ver a lua! (Olha dentro do rolo) Mas pra quê? Eu não vou morar na lua!

 

PEDRITO – Parem de falar besteira e me escutem! Quando nossos pais morreram… Ai… não posso lembrar deles que me dá vontade de chorar…

 

PALHAÇO – Ô Palito, me responde uma coisa: Por que a gente nunca foi no “cimitero” visitar o “túmbalo” dos nossos pais?

 

PALITO – Ô “seu” bobo, eles não foram pro cemitério não, eles foram levados pro açougue… se liga, irmão!

 

PALHAÇO – Bué… bué… Coitadinho do papai, virou bacon…

 

PALITO – E a mamãe, virou pururuca!… Buááá… (Se abraçam chorando).

 

PEDRITO  – Vocês querem me escutar, por favor? Como eu estava dizendo, nossos pais deixaram uma terra para nós, mas temos que encontrá-la e isto aqui é o mapa.

 

PALITO – Oba! Vamos brincar de caça ao tesouro!

 

PEDRITO – Não é brincadeira não, é sério! Nós precisamos achar o lugar. Vamos!

                       

(Música alegre – começa alta e vai abaixando –  Dão uma volta em torno do palco, gesticulando sempre, olham o mapa, apontam para um lado, pro outro…).

 

PALHAÇO – Ai, que “pigriça”… Ainda tem que andá muito?

 

PEDRITO – É aqui! Nossa terra é aqui!

 

PALHAÇO e PALITO – Êêê… (Brincam de roda, festejando).

 

PEDRITO – Agora só precisamos construir nossa casa!

 

PALHAÇO e PALITO  – O quê? Construir? Fala séééério!!!

 

PEDRITO – Até você está com preguiça, PALITO? Você pegou a preguicite do PALHAÇO?

 

PALHAÇO – (Sacudindo o Palito) Pegou o quê? “Pigricite”? É de “cumê”? É minha, me dá, me dá!…

 

PALITO – Paaara! Então vamos construir rápido nossa casa que eu quero descansar…

 

PALHAÇO – Eu já tô cansado só de pensar…

 

PALITO – Vamos construir aqui mesmo. A casa vai ser de pau, que é mais fácil…

 

PALHAÇO – Fácil? Fala sério! Eu vou construir é de palha, que é muito mais leve!

 

PEDRITO – Vocês são muito preguiçosos! A casa tem que ser forte pra agüentar qualquer coisa, tem que ser de pedra!  (PALHAÇO  e PALITO  discordam e os três discutem).

 

PEDRITO – Chega! Vamos parar de brigar! Cada uma constrói a sua e pronto!

 

PALITO – Ótima idéia! Eu vou construir minha casa de pau aqui mesmo.

 

PALHAÇO – Ah, não, esta terra tá dura… Vou construir minha casa de palha é aqui… Nesta areia fofinha! Eu sou muito mais “isperto”!

 

PEDRITO – Vocês estão é ficando doidos! Vou procurar um lugar bem firme, o alicerce de uma casa é muito importante… Achei! Que beleeeeza! ( Os outros dois se aproximam curiosos) Este chão é de pedra! Vou fazer minha casa na rocha, com um alicerce bem firme!

 

PALHAÇO – Ali… ali… o quê?

 

PEDRITO – Alicerce! É o fundamento, aquilo que segura a casa no chão!

 

PALITO – Você ouviu, PALHAÇO? Ele tá achando que vai passar furacão por aqui! Que palhaço! Há! Há!

 

PALHAÇO – (Empurrando o Pedrito) Ocê é um palhaço mesmo!… “Péra aí”, PALHAÇO sou eu!

 

PALHAÇO e PALITO  – Há há há! Alicerce… Que bobagem! (Saem rindo e criticando).

 

(Enquanto o narrador fala, os três constroem juntos, através de mímicas.

PALHAÇO – coloca palhas e amarra, termina rápido e descansa.

PALITO – finca alguns paus, põe palha no telhado e descansa . Ambos apontam e riem zombando do irmão.

PEDRITO – Cava o alicerce, enche-o de massa, põe os tijolos e o telhado. Acaba por último, bastante cansado).

 

NARRADOR – E assim cada um constrói sua casa. Palhaço, que é o mais preguiçoso, faz a casa de palha, é o primeiro a acabar. Palito faz sua casa de pau e também acaba rápido. Pedrito, que não é preguiçoso e é muito sábio, faz sua casa bem forte. Primeiro prepara o alicerce… Enche-o de cimento… Põe os tijolos… Põe o telhado…

 

PEDRITO – Puxa! Como ficou bonita e forte! Aaaaiii minhas costas… Como estou cansado… (Todos cochilam).

 

(Música de suspense – começa alta e vai abaixando).

 

LOBO – Huuuummm… Sinto cheiro de bacon! Ruá ruá ruá… Hoje terei porquinho no jantar!  Que delícia! Huuum! Esta casa é bem fraquinha, é de palha! E nem tem alicerce! Ruá ruá ruá…

 

PALHAÇO – Xô, lobo bobo! Na minha mansão você não entra! (tremendo de medo).

 

LOBO – Mansão? Ruá ruá ruá… Eu derrubo esta casa com apenas um sopro! (Toma fôlego).

 

PALHAÇO – Duvide-o-dó! Minha mansão é muito forte!

 

LOBO – (Sopra, a casa e o porquinho cai). Ruá ruá ruá…

 

PALHAÇO – PALITO! PALITO! Abre a porta! É o lobo! É o lobo!

 

LOBO – Ruá ruá ruá… Hoje terei dois convidados no jantar!  Que delícia! Ruá ruá ruá…

 

PALITO – Calma, calma! Ele é legal, tá convidando a gente pra jantar com ele!

 

PALHAÇO – Ô mané, nós somos o jantar!

 

LOBO – Huuum! Sinto cheiro de torresmo! Esta casa também é fraquinha, é de pau! Ruá ruá rua!… Também não tem alicerce! Ruá ruá rua!…

 

PALITO – Cai fora, lobo bobo! Na minha casa você não entra! (Se abraçam tremendo de medo).

 

LOBO – Eu derrubo esta casa com dois sopros! Um! SSSSS!  Dois! SSSSSSSSS! (O LOBO sopra, a casa e os porquinhos caem). Ruá ruá rua!…

 

PALHAÇO e PALITO  – Socorro! Abre a porta irmãozinho bonitinho! É o lobo! É o lobo!

 

PEDRITO – Que isso, é um furacão? (fala, abrindo a porta).

 

PALHAÇO e PALITO  – Socorro! É o lobo! É o lobo!

 

LOBO – Huuuummm! Sinto cheiro de pururuca!… E hoje terei três convidados no jantar!  Vocês sabem qual é o meu prato predileto?

 

PALHAÇO – Não, mas o meu prato predileto é de “prástico”, porque não quebra!

 

LOBO – Ele é um porco ou um burro? Eu estou falando é de comiiiiiiida! O meu prato predileto é feijoada! E com bastante pimenta! Huuumm, que delícia! Ruá ruá rua!…

 

PALITO – Ah, não Sô Lobão, não põe pimenta, não, que arde meus olhinhos!…

 

LOBO – Huuummm! Minha feijoada vai ter muitas orelhas…  Huuummm! E muito focinho… Huuummm! E muito rabinho! Huuummm!  (A cada parte citada, PALHAÇO e PALITO dizem “Aaaai…” e tampam as partes).

 

PEDRITO – Deixem de bobagens, o lobo mau não vai pegar a gente! A minha casa é muito forte! Tem alicerce firme na rocha, esqueceram? Tá firme, ó!… (Bate o pé no chão).

 

LOBO-  Esta casa é um pouquinho mais forte, mas eu derrubo isto com três sopros! Ruá ruá rua!…  Um! SSSS!  Dois! SSSSSSS! Três! SSSSSSSSSSSSSSSSSSSS! (O LOBO Toma fôlego a cada sopro, mas nada acontece e começa a chorar).

 

LOBO – Bué! Bué! Bué!  Eu sempre pago mico nesta hora! Quando é que vão mudar o final desta história? Eu é que não vou entrar em chaminé nenhuma, porque vão é queimar meu rabo! Magoei! Sniiif! Sniiif! Ai, que fome!… Auuuuuuuuuuuuuuuuuuu… (Sai chorando e uivando)

 

PALHAÇO, PALITO E PEDRITO – Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau!… (Cantando, brincam de roda e saem em trenzinho).

 

NARRADOR – E assim os três porquinhos moraram juntos na casa de PEDRITO, pois tinha alicerce e estava firme na rocha! E viveram felizes para sempre!

 

(Os personagens voltam para receber os aplausos e se inclinam. O lobo rosna para os porquinhos que saem correndo e o lobo atrás).

 

FAZER APLICAÇÃO COM O TEXTO:  As duas casas – MATEUS 7: 24-27.

 

(Adaptado por: Leila R. Lança Oliveira)

UMA HISTÓRIA DE AMOR (mini-musical de Natal)

UMA HISTÓRIA DE AMOR  (mini-musical)

 Todos os cantores se espalham nos fundos do auditório e ao som da primeira música vão caminhando nos corredores dançando e cantando, formando um coral no palco. Como estarão caminhando, pode-se usar o cd da música com vocal. Se usar o playback (instrumental sem a voz), colocar um solista no palco para cantar enquanto o grupo entra. Durante as narrações, executar música instrumental suave.

Obs.: A entrada de anjos, pastores e magos é opcional. Para simplificar podem-se projetar silhuetas dos mesmos na parede através de retroprojetor ou outro tipo de projetor, à medida que vai sendo narrada a história.

 MÚSICA: VEM CHEGANDO O NATAL (Canções de Natal – Aline Barros)

 1º NARRADOR – Era uma vez…

2º NARRADOR – Uma linda história de amor…

3º NARRADOR – Tudo começou antes que o mundo existisse, quando Deus decidiu vir à Terra em     forma humana e escolheu o modo natural, ou seja, através de um bebê.

1º NARRADOR – Maria foi a virgem escolhida, através da qual o Filho de Deus se manifestaria como            Filho do homem.  

(Entra Maria).

2º NARRADOR – Quando o anjo lhe avisou, Maria aceitou com alegria sua missão.

3º NARRADOR – José foi avisado em sonho que Maria estava grávida pelo Espírito Santo e também aceitou com alegria a missão de ajudar a cuidar deste bebê tão especial.

(Entra José).

2º NARRADOR – Quando chegou a época de Maria dar à luz, ela e José tiveram que fazer uma viagem          a Belém devido o recenseamento. (O casal vai para trás do coral).

3º NARRADOR – E lá em Belém Jesus nasceu! (O casal volta pelo outro lado, com um bebê).

            Como não havia vaga nas hospedarias, o único lugar que encontraram para ficar foi uma             estrebaria, onde dormem os animais.

MÚSICA: NUM BERÇO DE PALHAS – (playback em Clássicos de Natal – André Valadão)

1º NARRADOR – Humildes pastores que estavam no campo à noite, foram os primeiros a saberem da             notícia através de uma multidão de anjos, que cantaram:

1º, 2º, 3º NARRADOR – “Glória a Deus nas maiores alturas, paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem”.

MÚSICA: NOITE FELIZ – (playback em Clássicos de Natal – André Valadão)

3º NARRADOR – Também vieram alguns sábios do Oriente, chamados magos, para ver Jesus.

2º NARRADOR – Quando o acharam, o adoraram. Eles lhe trouxeram presentes: ouro, incenso e mirra.

1º NARRADOR – Os magos conseguiram encontrar Jesus porque foram guiados por uma estrela. Esta             estrela nos ensina algo muito importante…

 TODOS OS PARTICIPANTES – Senhor, eu quero ser como esta estrela. Quero refletir tua luz e levar muitas pessoas a te encontrar e te adorar como o SALVADOR DO MUNDO. BRILHA EM MIM, JESUS!!

 3º NARRADOR – Ah! Só mais uma coisa: esta história não terá um final feliz… Porque não terá final, brilharemos eternamente com Jesus! Amém? (Todos respondem: Amém!)

MÚSICA: BRILHA JESUS – (playback em Canções de Natal – Aline Barros) (Usar coreografia utilizando estrelas brilhantes nas pontas de palitos de churrasco).

(Leila R. Lança de Oliveira)